Isabela havia estado tão ocupada com os julgamentos nos últimos dias que quase desmaiava de exaustão, sem tempo para mais nada. Diante do questionamento de Danilo, explicou com um ar apologético:
— Vi suas ligações, mas estive tão ocupada que esqueci de retornar.
Danilo não insistiu no assunto, apenas disse com alívio:
— Só queria ter certeza de que estava tudo bem.
— Estou. — A resposta foi curta.
Sandro, que observava de lado, parecia ter algo a dizer. Mas diante de todos, não conseguiu engolir o orgulho. Seu comentário veio afiado:
— Uma assistente tem tanto trabalho assim?
Isabela evitou a provocação. Engoliu o orgulho e manteve o silêncio.
Percebendo a frieza emanando de Sandro, Gabriel interveio com diplomacia:
— Sra. Marques, que tal se juntar a...
— Me chame pelo meu nome. — Isabela o corrigiu pela enésima vez.
— Desculpe, vício de linguagem. Vou me policiar. — O sorriso do Gabriel se ampliou.
— Não, obrigada. Estou com amigas. — A recusa foi direta.
Fabiano, sabendo que Viviane estava com ela, se aproximou com entusiasmo calculado:
— Ora, somos todos amigos aqui. Vamos unir os grupos!
Isabela franziu a testa e disse:
— Não acho apropriado.
— Ah, qual é! — Fabiano já se movia em direção ao corredor, ignorando a resistência. — Vi vocês subindo pra sala reservada do segundo andar. Vamos!
Gabriel aderiu ao coro. O grupo avançou em direção ao ambiente privativo.
Quando a porta se abriu, Viviane estava com os lábios quase se tocando com os de um rapaz desconhecido.
— O que diabos é isso? — Fabiano explodiu com raiva, a voz cortou o clima carregado do ambiente.
— Tentei impedi-las. — Isabela encolheu os ombros.
Sandro se voltou para ela, com os olhos estreitos.
— Você também participou dessa brincadeira?


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