Isabela puxou os cantos da boca num sorriso tênue.
Mandou a mensagem quase que por impulso: [Quando você volta?]
Imediatamente se arrependeu. Não cabia a ela questionar sobre os deslocamentos do chefe, e o questionário parecia ultrapassar limites. Tentou apagar a mensagem, mas já havia passado um minuto. Era impossível deletar.
Envergonhada, estava prestes a deixar o celular de lado quando recebeu um áudio. Ao abrir, ouviu uma voz grave e rouca, como se tivesse acabado de acordar ou estivesse embriagada: [Amanhã.]
Isabela respondeu quase por reflexo: [Vou te buscar no aeroporto.]
A resposta veio rápida: [Ok.]
Mal colocou o aparelho na mesa, o toque voltou a soar. Atendeu e ouviu Danilo:
— Sandro te importunou?
— Não. — Respondeu laconicamente.
— Onde você está? Vou aí. — A voz dele transbordava preocupação.
Isabela estava exausta físicamente e mentalmente, sem forças para lidar com mais ninguém. Então ela recusou:
— Já voltei para casa. Estou cansada, não quero sair.
— E amanhã? Podemos nos ver amanhã? — Danilo pergutnou, a expectativa na voz era palpável.
— Tenho compromisso. — Respondeu Isabela, resignada.
— Então depois de amanhã — Insistiu ele, implacável.
— Danilo, eu... — O cansaço transbordou em sua voz.
— Não vem com outro 'não'. Deixe fluir naturalmente. — Interrompeu Danilo, com uma súplica.
Ela deixou escapar outro suspiro.
— Tá bom. Te ligo quando der.
— Combinado. Mas não esquece. — Alertou ele.
— Já entendi. — Encerrou a ligação.
Ao deixar o celular, ela fechou os olhos enquanto a exaustão a dominava. Porém, o silêncio foi quebrado por batidas na porta.
Irritação misturada à fadiga tomou conta dela enquanto arrastava os pés até a entrada. Na soleira, Viviane e Janete a aguardavam.
— O que fazem aqui? — Perguntou, surpresa.
Viviane revirou os olhos.
— Óbvio que é para ver se você não morreu.
Janete completou rindo:


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