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A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 80

Isabela puxou os cantos da boca num sorriso tênue.

Mandou a mensagem quase que por impulso: [Quando você volta?]

Imediatamente se arrependeu. Não cabia a ela questionar sobre os deslocamentos do chefe, e o questionário parecia ultrapassar limites. Tentou apagar a mensagem, mas já havia passado um minuto. Era impossível deletar.

Envergonhada, estava prestes a deixar o celular de lado quando recebeu um áudio. Ao abrir, ouviu uma voz grave e rouca, como se tivesse acabado de acordar ou estivesse embriagada: [Amanhã.]

Isabela respondeu quase por reflexo: [Vou te buscar no aeroporto.]

A resposta veio rápida: [Ok.]

Mal colocou o aparelho na mesa, o toque voltou a soar. Atendeu e ouviu Danilo:

— Sandro te importunou?

— Não. — Respondeu laconicamente.

— Onde você está? Vou aí. — A voz dele transbordava preocupação.

Isabela estava exausta físicamente e mentalmente, sem forças para lidar com mais ninguém. Então ela recusou:

— Já voltei para casa. Estou cansada, não quero sair.

— E amanhã? Podemos nos ver amanhã? — Danilo pergutnou, a expectativa na voz era palpável.

— Tenho compromisso. — Respondeu Isabela, resignada.

— Então depois de amanhã — Insistiu ele, implacável.

— Danilo, eu... — O cansaço transbordou em sua voz.

— Não vem com outro 'não'. Deixe fluir naturalmente. — Interrompeu Danilo, com uma súplica.

Ela deixou escapar outro suspiro.

— Tá bom. Te ligo quando der.

— Combinado. Mas não esquece. — Alertou ele.

— Já entendi. — Encerrou a ligação.

Ao deixar o celular, ela fechou os olhos enquanto a exaustão a dominava. Porém, o silêncio foi quebrado por batidas na porta.

Irritação misturada à fadiga tomou conta dela enquanto arrastava os pés até a entrada. Na soleira, Viviane e Janete a aguardavam.

— O que fazem aqui? — Perguntou, surpresa.

Viviane revirou os olhos.

— Óbvio que é para ver se você não morreu.

Janete completou rindo:

Janete soltou uma risada.

— Está bom, vou aceitar essa gentileza. — Isabela se resignou.

Isabela entregou copos, e elas se acomodaram ao redor da mesa. Viviane ligou a TV.

— Bora ver um terror e conversar?

— Terror? Bater papo assistindo isso? — Janete franziu a testa.

— É. Está com medo? — Viviane perguntou sorrindo.

Janete era a mais velha do trio, e se mostrar a mais medrosa seria uma vergonha. Então, com um ar de desafio, ela disse:

— Ah, para! Nem tenho medo.

Viviane ergueu uma sobrancelha, maliciosa.

— Então vamos ver “O Chamado”.

Isabela, sem muita confiança de que conseguiria enfrentar o filme, mudou de lugar, se posicionando de costas para a TV. Viviane e Janete se sentaram à sua frente.

Enquanto abria as cervejas e enchia os copos, Viviane apoiou o queixo na mão e, de repente, avistou o casaco masculino pendurado no cabide. Seus olhos brilharam com malícia, brincando:

— Isabela, você está escondendo um homem aqui?

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