Isabela decidiu relaxar um pouco, pensando que um drinque poderia ajudá-la a dormir melhor. Talvez, com a mente clara no dia seguinte, ela encontrasse uma solução para o caso.
Uma garrafa de uísque importado foi dividida entre eles e, após duas ou três rodadas, a garrafa já estava vazia. O álcool começou a subir à cabeça de Isabela, a deixando tonta e confusa.
Foi então que a porta do camarote se abriu bruscamente, e um casal entrou tropeçando, envolvido em um beijo apaixonado.
Dentro do camarote, apenas Isabela e Jorge estavam presentes. Eles não estavam cantando, não haviam chamado acompanhantes, nem estavam jogando. O ambiente estava silencioso, iluminado apenas por uma luz suave e difusa.
O casal parecia não perceber que havia outras pessoas no espaço, como se estivessem prestes a se entregar a atos impróprios.
O beijo deles era intenso, como lava derretida, consumindo a razão de ambos. Eles buscavam alívio um no outro, as mãos desesperadas puxavam e arrancavam as roupas.
O homem acariciou o peito da mulher, murmurando em voz baixa:
— Que delícia, amor... Tão grande, tão macio...
A mulher vestia um vestido roxo justo, com o cabelo preto solto nas costas. Seus cílios postiços eram longos e curvados, e a maquiagem carregada lhe dava um ar provocante. Ela resmungou com um tom de queixa:
— Devagar...
O homem riu baixinho.
— Amor, ainda nem comecei direito e já está pedindo para ir devagar? Quando eu acelerar, você não pode gritar, hein? Tem gente lá fora, não quero que ouçam sua safadeza...
— Tem gente lá fora, e você faz amor comigo aqui dentro... Não é mais excitante? — A mulher envolveu o pescoço do homem com os braços, as unhas pintadas de vermelho brilhavam enquanto os dedos se perdiam nos cabelos dele.
Isabela ficou paralisada, olhando para a cena. Estavam vendo um filme? O que aqueles dois estavam fazendo?
Com um tom embriagado, ela puxou a manga de Jorge e perguntou, arrastando as palavras:
— Em baladas noturnas, também passam filmes?
A mulher ouviu a voz e parou abruptamente.
— Quem está aí?
O homem resmungou, irritado:
— Quem está estragando meu momento?
Ao se virarem, viram um casal sentado no sofá.
A mulher puxou o braço do homem e sussurrou:
— Vamos para outro lugar.

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