Lucretia terminou de limpar a cozinha e sentia-se exausta. Depois de tomar banho — de água fria —, ela vestiu a camisola surrada que lhe foi dada. Parecia ter sido feita com saco de batatas. Mas ela não ligou. Era melhor do que nada, no fim das contas.
Ela levantou-se da cama e decidiu que não podia deixar as coisas ficarem daquele jeito. Ela negou-se a dormir com Kolby e não se arrependia daquilo. Porém, Rhys era diferente: não era um caso romântico, mas algo que ela precisava para salvar seu povo. Então, não valia à pena?
Ela tinha lavado a roupa pequena que deram a ela na primeira noite, ali, e a tirou do baú e a vestiu, depois, colocou a roupa limpa, mas surrada, por cima, e saiu na ponta dos pés do quartinho.
Como se protegida por Selene, Lucretia não encontrou ninguém no caminho, o que foi um alívio. Ela moveu a fechadura do quarto do Alfa com cuidado e, mais uma vez, a sorte estava ao lado dela, pois não estava trancada!
Ela entrou e, enquanto fechava com cuidado, não percebeu que não era a única silenciosa, ali. Ao se virar, deu de cara com Rhys, levando um baita susto. Ela perdeu o equilíbrio e foi para trás, tropeçando em si mesma. Agindo rapidamente, Rhys passou um braço pelas costas dela e a segurou, usando a outra mão dele para se apoiar contra a porta e não cair com Lucretia.
Os olhos cerúleos dele estavam cravados na fêmea que repousava em seus braços.
— O que está fazendo aqui? — ele perguntou, ríspido. Foi preciso um banho frio, e longo, para que ele pudesse se acalmar. E então, a sedutora aparecia ali, bem no quarto dele? Ela estava brincando com fogo! — Lucretia, tem ideia do que está fazendo?
Ela tinha? Mais ou menos. Porém, o que ela sabia, sem dúvidas no coração dela, era que ela iria até o fim para conseguir o que precisava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna.