Lucretia estava naquele estado em que não está profundamente adormecida, mas também não está acordada. Os olhos dela ardiam.
Ela sentiu movimento ao redor, no entanto, as pálpebras pesadas não a deixavam abrir os olhos. Ela sentiu algo quente por trás e um cheiro incrivelmente gostoso de terra molhada, ao mesmo tempo que um dia ensolarado e fresco. A quentura a envolveu por trás e ela sorriu de leve, aconchegando-se e fazendo-se confortável.
Ela podia jurar que ouviu um rosnado baixo, mas não havia perigo.
Algo úmido tocou o pescoço dela, na lateral. Novamente, agora seguido de um caminho molhado e traçado, indo na direção do ombro de Lucretia. Ela soltou um gemido conforme um arrepio lhe percorria o corpo.
— Lucretia… — ela ouviu uma voz grave sussurrar no ouvido dela. — Você é muito gostosa.
— Hmmm… — Lucretia se remexeu, empinando o bumbum e sentiu algo duro contra ele.
— Meu nome. Qual meu nome? — a voz perguntou e Lucretia mordeu os lábios. Algo tocou um dos seios dela e o apertou por cima do lençol. — Vamos… diga!
— A-alfa Rhys… — ela respondeu baixinho.
Ao dizer o nome dele e ouvir, Lucretia começou a recobrar mais a consciência e foi quando se deu conta de que o calor gostoso e o cheiro incrível não eram parte de um sonho, mas bem reais!
O pânico começou a subir pela pele dela, como aranhas e suas patinhas rápidas. O rosto de Lucretia ficou vermelho imediatamente. Ela tentou se virar, mas Rhys a segurou no lugar.
— Eu quero ouvir, Lucretia. Eu quero ouvir você falando. — Ele disse. — Eu não estou prometendo que vou te ajudar com nada. Apenas… apenas quero você.
Os olhos cor-de-mar de Lucretia cravaram nos dele, procurando algo que nem ela sabia o que era.
Ele não estava prometendo nada, ou seja, não importava o quanto Rhys e ela transassem, o quanto ele ficasse “satisfeito”, isso não mudaria em nada a situação dela.
— Quero. Eu… eu quero você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna.