A expressão no rosto de Lucretia não mudou. Um dos soldados pareceu não gostar do jeito que o outro falou e abriu a boca, dando um passo à frente, mas Lucretia levantou a mão, indicando que ele deveria esperar.
— E, por favor, que tipo de fêmea eu sou? — ela perguntou.
O soldado se aproximou dela, andando como se ela fosse uma presa e ele, o caçador, pronto para atacá-la a qualquer momento.
— Uma puta traidora e dissimulada!
A vontade real de Lucretia? Pular no pescoço do soldado e dar a surra da vida dele. A surra que talvez colocasse os parafusos dele de volta no lugar! Se é que algum dia estiveram. Ela duvidava, sendo sincera consigo.
— Mais alguém pensa como ele? — ela perguntou, sem levantar o tom de voz. — Quem mais está seguindo essa linha de pensamento?
Alguns soldados deram um passo para frente. Lucretia passou os olhos por cada um, gravando os rostos deles.
— Muito bem. Vocês não precisam mais continuar no treinamento. Por favor, retirem-se.
Os soldados arregalaram os olhos e se entreolharam, chocados.
— O que está querendo dizer com isso? — o soldado atrevido questionou por entre dentes.
— Significa que eu não vou aceitar desrespeito. Não vou aceitar ninguém no meu exército, com tamanho poder, que não consiga discernir o certo do errado. — Ela falou, olhando para eles. — Sempre me portei com honra e respeito, lealdade. Nunca cometi deslizes. Nunca faltei para com o meu bando.
— Não? Você nos traiu! Traiu seu noivo, e, depois, foi para o território do inimigo, se unir a ele contra nós!

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