Quase uma hora tinha se passado e Lucretia já queria ir embora. Era óbvio que muitos dos convidados, mesmo sendo poucos, estavam mais interessados em especular sobre o drama entre os três bandos, LongFang, CrestMoon e ShadowBlood, do que de fato conversarem sobre possíveis alianças e mudanças possíveis para melhoria da vida dos lobisomens.
Os Conselheiros, machos com pelo menos sessenta anos, iam e vinham. Eles não interagiam muito, apenas cumprimentavam de leve os convidados.
A reunião era uma forma de fazer com que os bandos pudessem discutir de maneira saudável sobre as questões importantes. E, claro, para que as Lunas e os futuros herdeiros se entrosassem.
— Até quando precisamos ficar aqui? — Lucretia perguntou, soltando um suspiro e olhando em volta sem focar em nada específico.
— Haverá uma pequena reunião entre os Alfas, apenas, em alguns minutos. Depois disso, o jantar propriamente dito. Se quiser, não precisamos ficar.
Rhys só foi porque ele já estava há três anos sem comparecer e ele sabia que, mesmo odiando interagir com os outros, ele não podia se isolar. Era necessário manter as boas relações a fim de que o bando continuasse à salvo. Quando um bando ficava silente, encaravam isso como fraqueza. E mesmo podendo derrotar inimigos, sempre haveria baixas, e Rhys não estava interessado em sacrificar ninguém.
E não demorou até que os Alfas e fossem chamados. Todos eles eram machos.
— Qualquer coisa, me liga, manda mensagem. Meu celular vai vibrar aqui no meu peito e eu vou ver, ok? — Rhys pediu e Lucretia assentiu. Ele colocou a mão na cintura dela e deu um beijo rápido e curto, mas intenso o suficiente para que, quando ele deu uma piscadinha ao se afastar, Lucretia sorrisse de lado.
Rhys, Corrado e Kolby desapareceram por trás de uma grande porta dupla, enquanto as fêmeas e os herdeiros foram deixados no grande salão. Os Conselheiros, claro, entraram com os Alfas.
Lucretia tinha uma taça de vinho na mão, olhando em volta sem realmente olhar para nada, sentindo-se entediada. Depois de ouvir certos comentários, a vontade dela de conversar com aquelas fêmeas beirava a zero. Os machos não se atreveriam a mexer com Lucretia. Não quando ela era a acompanhante e noiva de Rhys Jarsdel.
Pelo canto do olho, Lucretia viu duas fêmeas se aproximando dela, olhando-o com interesse e desdém, enquanto compartilhavam um sorrisinho malicioso.
“Ah, que maravilha. Lá vem problema!”, Lucretia pensou, já ficando irritadiça.
— Lucretia Bellanti! Não esperávamos que você fosse comparecer essa noite!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna.