O dia estava amanhecendo quando Rhys finalmente deixou Lucretia descansar. Ele a mordeu diversas vezes, deixando o cheiro dele por ela inteira.
— Quero ver quem vai ser o desgraçado que vai se atrever! — ele falou baixinho, enquanto observava Lucretia dormindo.
Mais tarde, ele falaria com ela sobre a marcação, a cerimônia. Não ia esperar até ele se tornar o Supremo, até porque ele não o conseguiria se não quebrasse a maldição lançada por Selene. Ele tinha que estar com a alma completamente aberta.
“E se eu encontrar a minha companheira?”, ele se perguntou e olhou para Lucretia. A marca dele não duraria nela, não enquanto não estivesse livre. Mas se ele tinha que se apaixonar, e ela não fosse a predestinada dele, não sofreria ao se separar dela?
Talvez ele não, porque ficaria realizado com a outra. Mas e ela?
Rhys a odiou no início, quis matá-la, quis torturá-la, mas agora… Ele nem sabia se conseguiria se perdoar caso a machucasse.
Quando aquilo tinha mudado? Quando começou a desejá-la? Mas… foi praticamente quando a viu. Quando dormiram juntos a primeira vez? Quando ela ofereceu o trato?
Rhys sacudiu a cabeça. Ele a desejava, não só de corpo, mas de alma.
Um pedido de abertura de conexão mental apareceu na cabeça de Rhys e ele autorizou. Era Martin.
[“O que houve?”]
[“O tal do Sheffer ainda está na nossa borda. Ele exige falar com a Luna.”]
Exigia? Quem era Kolby Sheffer para exigir algo?
[“Deixe entrar. Eu vou ter uma palavra com ele.”]
[“Sim, Alfa.”]
Rhys fechou os dedos em punho. Kolby encontrou Lucretia. Mas como? E agora, queria falar com ela?
“Se ela aceitar, eu deixo. Mas ela vai cheirando a mim!” Rhys pensou, trincando os dentes. Entre machos, especialmente Alfas, era necessário afirmar território, tanto de terras quanto de fêmeas. E Lucretia não era apenas uma amante, ela era a Luna.

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