Eram exatamente 11 horas da manhã.
Considerando que passariam a noite ali, eles reservaram uma tenda bem grande e alguns Bangalôs Ninho com formatos peculiares, situados à beira do penhasco. Ao dormirem nos bangalôs à noite, poderiam ver o nascer do sol ao amanhecer.
A música era ensurdecedora, ecoando por todo o vale.
Laís havia acabado de entrar no Bangalô Ninho com Aline.
Uma mensagem de Jorge apareceu na tela do celular:
"Terminei uma reunião de uma hora em 45 minutos. Sou incrível, não sou? Cada minuto e segundo longe de você parece uma eternidade. Você e a Aline me esperem, já estou indo."
Ao ler a mensagem, Laís não pôde evitar um sorriso contido.
A forma como Jorge dependia dela não era uma farsa feita com palavras bonitas, e sim um carinho real e sincero. Ele realmente não suportava ficar longe dela.
Jorge era muito bom em se expressar, sempre encontrando várias maneiras de demonstrar o seu amor por ela de forma adequada.
Tendo passado pela experiência de um parceiro frio e silencioso como Felipe Vasconcelos, Laís valorizava muito o apego de Jorge agora.
Ela sabia que um marido atencioso não precisava estar ao seu lado o tempo todo, mas o coração dele certamente estaria com ela a cada instante.
Toda mulher sonha em se sentir amada e valorizada pela pessoa que ama.
Laís colocou Aline na cama do bangalô e ficou ao lado do vidro transparente, olhando para baixo. Abaixo dela, havia um penhasco sem fundo.
Olhando para baixo, Laís sentiu um frio no estômago e deu dois passos para trás por instinto.


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