Laís grunhiu de dor, ergueu a mão e desferiu um tapa forte no rosto bonito do homem:
— Felipe, você está doente!
No instante seguinte, os dois pulsos dela foram capturados por Felipe e imobilizados acima da cabeça.
Ele percorreu o pescoço esguio dela para baixo, deixando uma infinidade de chupões intensos na pele abaixo da clavícula, como uma tempestade incontrolável.
Justo quando Laís estava prestes a xingá-lo de todos os nomes, ele calou os lábios dela novamente, com um beijo feroz e insano, roubando quase toda a sua respiração.
Não se sabe quanto tempo se passou, até que Laís sentiu que ia asfixiar, e só então Felipe finalmente decidiu soltá-la.
Ele apertou-lhe o pescoço fino, com os olhos transbordando de um profundo desejo de posse:
— Lembre-se, você é a minha mulher!
— Você é louco! — Laís rangeu os dentes.
Felipe a encarava com um sorriso cínico, beirando a completa insanidade:
— Sim, eu sou louco, estou quase morrendo de tanta provocação sua.
Laís fitou-o com ódio profundo, aproveitando um momento de distração dele para erguer o joelho e dar um chute violento entre as pernas dele:
— Então morra de uma vez e pare de bancar o louco na minha frente!
Felipe esquivou-se agilmente. Apesar de não ter sido atingido, viu-se forçado a soltar o domínio sobre ela.
Laís aproveitou a oportunidade para escapar rapidamente do abraço dele.
Ela abaixou a cabeça, encarando as chocantes marcas vermelhas em seu peito, em seguida limpou o sangue no canto da boca, enquanto os seus olhos enchiam-se de uma raiva abrasadora.
A sensação de querer cortar os laços desesperadamente, apenas para acabar sendo forçada por ele e dominada em um beijo, era revoltante e sufocante demais!
Ela, Laís Monteiro, precisava terminar o casamento com Felipe Vasconcelos o mais rápido possível!
Ela fechou os olhos por um segundo, e a sua voz saiu fria como gelo:
— Felipe, prepare-se. Amanhã mesmo, você receberá dois processos: um de divórcio, e o outro, sobre a disputa de direitos da Torre Panteão.
— Em ambos os casos, a minha vitória é certa. Se não acredita, é só aguardar!
Ao terminar de falar, Laís abriu a porta do carro com determinação, ansiosa por escapar daquele espaço asfixiante.
No entanto, Felipe rapidamente segurou a mão dela que empurrava a porta.
O olhar que ele lançou a ela era profundo e carregado de cansaço:
— Laís, depois de cinco anos de casamento, precisamos mesmo chegar ao ponto de cruzar espadas desse jeito?


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