Laís urrou de fúria.
Carla ainda estava agarrada a Melissa, mas a sua energia foi se exaurindo e, aos poucos, acabou imobilizada sob o peso da outra.
Melissa esbravejou com um tom perverso e arrogante:
— Se vocês ousarem deixar a polícia nos levar, nunca vão saber onde aquela bastardinha está!
— Laís, você... você tem a audácia de trazer toda essa gente para nos humilhar desse jeito. Você duvida que eu... eu...
Antes que Melissa terminasse a frase, seu corpo voou pelos ares.
Astor a agarrou pela roupa. Bastou aplicar um pouco de força para lançá-la numa trajetória parabólica em direção ao chão de mármore.
Melissa cuspiu insultos por conta da dor. Quando tentou se sentar, o pé de Astor desceu pesadamente sobre o seu ombro, paralisando-a no mesmo instante.
Livre da opressão, Carla percebeu que havia apanhado bastante. Havia até um hematoma no canto da boca.
Ao ver que Melissa havia sido dominada em poucos golpes, Carla não pensou duas vezes. Avançou e acertou uma sucessão de tapas furiosos no rosto de Melissa. Só então o seu coração se acalmou um pouco.
— Desembucha logo: para onde vocês levaram a Aline?!
— Senão, vocês não vão sair desta sala com vida hoje!
Carla bradou a plenos pulmões, com o peito estufado de bravata e orgulho.
Com uma expressão provocadora, ergueu as sobrancelhas e apontou para o imponente Astor:
— Sabem quem é ele? É simplesmente o presidente da MR, a maior empresa de segurança internacional!
— Melissa Vasconcelos, se você não abrir a boca, eu mando ele deslocar os seus dois braços!
Em perfeita sintonia, sem dizer uma palavra, Astor agachou-se e, num instante, deslocou os braços de Melissa.
Melissa nunca havia experimentado tamanho suplício. Seus gritos rasgaram o ambiente, muito mais lancinantes e extremos do que os de Sofia.
Astor olhou para Carla:
— Quer que eu desloque os dois joelhos dela também?

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