Do lado de fora, estavam Jorge e Guilherme Cardoso. Um vestia uma camisa azul clara, e o outro, uma camisa branca minimalista, de aparência refrescante e atraente, parecendo até uma dupla de cantores famosos.
— Você já está fazendo hora extra há uma semana direto. Amanhã é sábado, e eu, na condição de sócio, exijo que você tire um dia de folga.
Jorge disse isso a Laís com um sorriso, rindo de forma descontraída.
Só então Laís se deu conta de que já era sexta-feira. Ela sorriu:
— Mas o meu projeto ainda não está pronto, eu só queria terminar o mais rápido possível.
Jorge ergueu as sobrancelhas:
— Não há pressa, o trabalho precisa de um equilíbrio com o descanso. O cansaço em excesso prejudica a inspiração, digo isso por experiência própria.
Laís riu imediatamente e olhou para Guilherme:
— Advogado Cardoso, como você arrumou um tempo para vir aqui hoje?
Guilherme entregou um documento nas mãos de Laís:
— O processo sobre a disputa de direitos autorais da Torre Panteão que você me pediu para cuidar já teve o veredicto. Nós apresentamos evidências suficientes, e o tribunal decidiu que os direitos do projeto são seus. Com qual imobiliária você quer colaborar agora, é com você.
Laís pegou o documento, muito surpresa:
— O Grupo Vasconcelos... cedeu tão facilmente desta vez? Eles não investiram pouco nesse projeto na fase inicial.
Guilherme assentiu:
— Por incrível que pareça, desta vez, o advogado deles só cumpriu tabela. As evidências que eles apresentaram nem eram contundentes. Me deu a impressão de que eles queriam desistir de propósito, abrindo mão do benefício para você.
Laís estava muito surpresa. Com a personalidade que Felipe demonstrava no passado, ele brigaria por cada centavo.
Sem contar que a Torre Panteão já era um dos principais projetos do Grupo Vasconcelos. Vê-lo abrir mão assim tão facilmente foi realmente uma surpresa para ela.
Laís passou os olhos pelo documento e se sentiu aliviada. Ela guardou as folhas:
— De qualquer forma, obrigada, Advogado Cardoso. Foi tudo graças à sua ajuda.
Guilherme sorriu e piscou:
— Como pretende me agradecer? Só com palavras não vale...
Laís não resistiu e deu risada:
— Então... você quer jantar ou prefere ir beber? Como amanhã já é fim de semana, por mim tanto faz. Aproveito e chamo a Carla, que é uma grande fã sua.
— Não percebeu que ela só está sendo educada? Advogado Cardoso, você precisa aprimorar a sua aula de linguagem.
Guilherme soltou uma gargalhada:
— Como advogado, eu dependo apenas da minha lábia inabalável. Nessa aula de linguagem, eu com certeza sou melhor do que você.
— Laís, não dê ouvidos a ele, venha comigo. Esta noite, vou te levar num lugar onde a diversão é garantida.
Guilherme ignorou Jorge, passou o braço em volta do ombro de Laís sem mais delongas, puxando-a e conduzindo-a para fora do escritório.
Ao ver isso, Jorge franziu o cenho, balançou a cabeça em sinal de resignação e foi atrás deles.
Laís ligou para Lídia Lima, atualizou-lhe sobre o que ia fazer e chamou Carla.
Em seguida, todos seguiram de carro para o lugar que Guilherme mencionara.
Só quando chegaram lá é que Laís entendeu que Guilherme estava se referindo a um acampamento no subúrbio.
O clima estava começando a ficar mais quente e a temperatura noturna também estava amena. Nas últimas semanas, tinha chovido o suficiente, e agora os dias estavam ensolarados.
Assim, havia muita gente lá acampando, o que animou muito o lugar.

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