Carla já havia jogado muito "pedra, papel ou tesoura" para beber com Guilherme aquela noite, bebendo tanto que já estava meio tonta e embriagada.
Laís concordou com ela dizendo "é isso aí" e brindou seu copo com o dela. Logo as duas esvaziaram os copos.
Ela sentiu a sua consciência um pouco embaçada, achando que estava apenas muito cansada ultimamente, então encostou-se na cadeira.
E Carla, após beber aquele copo, também tombou na cadeira, apagando completamente.
Jorge e Guilherme foram fumar num canto ali perto. Ao voltarem, perceberam que as duas mulheres já estavam deitadas em suas cadeiras, adormecidas.
Guilherme sorriu:
— Olhe só essas duas amadoras... Parece que a noitada vai acabar mais cedo hoje.
Jorge assentiu, olhando para o relógio em seu pulso:
— Sim, já está quase na hora de terminarmos.
A área de acampamento ficava a cerca de um quilômetro do lugar onde estacionaram os carros.
Jorge se aproximou e empurrou as duas gentilmente, mas ambas estavam tão dominadas pelo álcool que não se moveram um milímetro sequer.
Jorge franziu as sobrancelhas, impotente, e apontou para o estacionamento:
— Guilherme, você carrega uma e eu carrego a outra?
Guilherme assentiu e foi direto para perto de Laís. Assim que se abaixou instintivamente para ajudá-la, um braço apareceu bloqueando o seu caminho.
Jorge lançou um olhar rápido na direção de Carla:
— Deixa a Laís comigo. Tudo o que você precisa fazer é levar a Carlinha em segurança para casa.
Um sorriso cheio de segundas intenções apareceu no rosto de Guilherme, e ele deu um tapinha no ombro de Jorge:
— Eu disse que você, com certeza, ainda...
Jorge o interrompeu às pressas, com uma expressão severa:


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