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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 298

Jorge olhou para a mulher de rosto ruborizado, sofrendo a ponto de ter espasmos pelo corpo todo. Seus olhos escuros se aprofundaram e um brilho de angústia passou rapidamente por eles, mas não havia nada que ele pudesse fazer.

Jorge soltou um suspiro e, ao erguer a cabeça casualmente, deparou-se com uma silhueta esguia parada não muito longe, bem na sua linha de visão.

A iluminação do estacionamento era fraca, impossibilitando ver o rosto dela com clareza, mas dava para distinguir que era uma mulher. O sorriso que ela exibia era bizarro e, além disso, ela segurava um celular erguido na mão.

A mente de Jorge pareceu zumbir na mesma hora.

Momentos antes, para conseguir enxergar direito o que estava acontecendo com Laís, ele havia acendido a luz interna do carro.

Ou seja, se aquela pessoa esteve parada ali o tempo todo gravando com o celular, então toda a cena dele se debatendo e tentando conter Laís dentro do carro havia sido registrada pelo aparelho.

Aquela era a pessoa que havia batizado as bebidas delas.

Ao se dar conta disso, Jorge escancarou a porta do carro num rompante e avançou a passos largos.

No entanto, ao vasculhar os arredores, descobriu que o local de antes estava completamente vazio, como se nunca tivesse havido ninguém ali.

Será... que ele tinha visto coisas?

Não, era absolutamente impossível. Embora não tivesse enxergado o rosto com clareza, ele tinha certeza absoluta do que viu.

Jorge deu uma busca rápida pelas redondezas. Não muito longe, do acampamento, ainda ecoavam a música e as risadas animadas.

Ele não conseguiu encontrar a pessoa, mas, em compensação, Guilherme apareceu correndo ofegante ao seu lado.

Guilherme, apoiando as mãos nos joelhos, exclamou, em um estado deplorável:

— Caramba, que sufoco! Quase perdi a minha pureza.

Jorge olhou para ele, e suas pupilas se contraíram de susto.

O pescoço de Guilherme estava coberto de chupões, a camisa toda aberta e manchada de batom, e até o cabelo estava uma verdadeira bagunça. Aquele visual o fazia parecer um monge devoto que acabara de escapar das garras de um bando de súcubos.

Após trocarem um olhar peculiar, os dois começaram a rir ao mesmo tempo.

— Viu só? Eu disse que você não era tão charmoso quanto eu. Olha para você, não sofreu um arranhão sequer — provocou Guilherme.

Capítulo 298 1

Capítulo 298 2

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