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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 328

Mas ela percebeu que Felipe agora estava mais determinado do que nunca a adiar o divórcio, com a doce ilusão de consertar o relacionamento deles e esperando que ela trouxesse Aline de volta.

Ele realmente estava sonhando alto.

Porém... ela jamais deixaria que os desejos dele se tornassem realidade!

Sem um pingo de sono, Laís andava em círculos pelo quarto, fervendo de raiva.

Após acalmar os pensamentos, ela pegou o telefone e ligou para o número de Astor:

— Astor, tenho más notícias...

O coração de Astor disparou no mesmo instante:

— O que aconteceu, senhorita?

— Felipe me ameaçou com fotos e vídeos antigos da minha mãe, e agora me vi obrigada a voltar temporariamente para a Vila das Rosas. Ele também exigiu que eu trouxesse a minha filha e só me deu três dias de prazo.

Astor franziu a testa, o semblante severo:

— Precisa que eu invada o lugar com os meus homens? Posso fazer isso agora mes...

Laís interrompeu apressadamente:

— Desta vez ele tem as provas nas mãos, um confronto direto seria inútil. Vou ceder temporariamente nesses próximos dias. Vá e colete todos os podres de cada um dos membros da família Vasconcelos. O quanto conseguir, quanto mais explosivo melhor. Cave fundo!

— Preciso de algo para ter controle sobre o Felipe, senão ele vai continuar usando o vídeo da minha mãe para me chantagear para sempre! Se isso acontecer, eu não só não conseguirei me divorciar, como ficarei cada vez mais vulnerável. Conto com você, meu amigo, Astor!

A última frase fez o sangue frio de Astor ferver, e a sua voz tornou-se repentinamente pesada:

— Entendido, mas pode ser que três dias não sejam o suficiente. Eu preciso de algum tempo para me preparar.

O tom de Laís acelerou:

— Quanto tempo?

— Ele só me deu três dias de trégua, e depois vai exigir que eu leve a minha filha. Mas eu não quero, sob hipótese alguma, que a minha filha tenha contato com ele!

— ...Pelo menos uma semana. Sinto muito, senhorita, farei o mais rápido possível.

Uma semana... Se ela conseguisse enrolar Felipe por um tempo, talvez desse certo.

Laís abaixou o tom da voz:

Quem diria que um homem no auge de sua forma, com a própria esposa dormindo no quarto ao lado, estaria sendo rejeitado a todo custo.

O gosto amargo de ser forçado à abstinência era terrível de aturar.

O peito de Felipe subia e descia intensamente, enquanto ele exalava um longo suspiro de ar quente.

Como já não aguentava mais, levantou-se e correu para o banheiro. Arrancou o roupão num gesto de irritação, atirando-o no chão, e ligou o chuveiro rapidamente, deixando a água fria escorrer pela cabeça.

Com a cabeça erguida e uma das mãos na cintura, ele desejava muito controlar aquele fogo perverso que queimava em seu peito.

No entanto, bastava a imagem das curvas sedutoras que Laís tinha no passado surgir em sua mente, especialmente daquela vez em que ela vestiu a sua camisa branca, balançando as panturrilhas pálidas e perfeitas diante de seus olhos...

O fogo que quase fora apagado pela água gelada, reacendeu imediatamente com força.

No fim, restou-lhe fechar o registro com frustração, secar-se de qualquer jeito e voltar para debaixo dos lençóis macios, fechando os olhos... as imagens repetindo-se infinitamente na sua cabeça, a mão acompanhando os movimentos.

Nesse momento.

O ranger súbito de dobradiças soou na porta. Parecia que alguém acabara de abrir a porta do seu quarto —

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