Naquele momento, Jorge trouxe a refeição que havia preparado: quatro pratos e uma sopa.
O aroma convidativo se espalhou pelo quarto do hospital, atraindo instantaneamente os olhares das três mulheres.
— A comida está servida.
Jorge colocou a refeição sobre a pequena mesa montada no quarto e caminhou apressadamente na direção de Laís.
— Laís, como você está se sentindo agora? Melhorou?
Laís assentiu levemente com a cabeça.
— Estou muito melhor.
Jorge concordou com a cabeça e, sem fazer mais perguntas, logo chamou Lídia e Clara para se sentarem à mesa.
Sobre a mesa repousavam os quatro pratos e a sopa. Eram receitas caseiras, de aparência leve e incrivelmente apetitosa. Jorge apresentou as travessas, uma a uma:
— Sopa de costelinha com inhame, ensopado de carne com batatas, berinjela refogada com carne moída e camarões frescos cozidos no vapor.
Laís observou o banquete caseiro, repleto de cores e aromas irresistíveis, sentindo um turbilhão de emoções no peito.
Jorge era de uma delicadeza e de um cuidado ímpares; oferecia aquele tipo de bondade silenciosa, que nutria a alma sem alarde.
No futuro, a mulher que se tornasse sua namorada seria imensamente feliz.
Era uma pena que Sofia, apesar de ter sido casada com ele, não tivesse tido sabedoria para valorizar essa sorte... Do contrário, ser a esposa de um homem assim seria a personificação da verdadeira felicidade.
Enquanto Laís se perdia em seus pensamentos, Lídia foi a primeira a tecer elogios:
— Jorge, você é cheio de talentos, não é mesmo? Quem diria que, além de ser brilhante no trabalho, também seria um mestre na cozinha. Clara, qual é o seu segredo? Como conseguiu educar um filho tão maravilhoso?
Os olhos de Clara brilharam, transbordando orgulho:
— Desde que ele tinha seis anos, nós o ensinamos a preparar as próprias refeições. A regra era clara: se não cozinhasse, não comia.


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