Jorge deu um tapinha no ombro dela sorrindo, com um tom gentil, porém firme:
— Certo, não pense muito nisso. A prioridade agora é ficar ao lado de Aline e vencer essa batalha. O estúdio tem o Gabriel e a mim cuidando de tudo, não se preocupe.
Laís abriu a boca, mas uma comoção indescritível preencheu o seu coração. Por um momento, faltaram-lhe as palavras para responder.
Quando seus olhos se encontraram, por uma fração de segundo, Laís captou claramente um brilho nos olhos de Jorge — um brilho que escondia uma emoção reprimida e fervorosa.
Porém, no instante seguinte, ela sentiu que aquilo só poderia ser imaginação de sua cabeça.
Como poderia haver algo entre ela e Jorge? Em que absurdos estava pensando?
Sem falar que ela ainda era casada e que os dois eram apenas colegas. Não deveria jamais permitir o surgimento de pensamentos impróprios. Isso só pioraria uma situação que já era constrangedora.
O coração de Laís era agora um emaranhado de emoções complexas.
Nesse momento, o seu celular tocou. Era o médico de Aline.
O coração de Laís saltou pela boca, e o dedo que deslizou para atender a ligação tremeu descontroladamente:
— Doutor, os resultados dos exames já saíram? Como está a minha filha?
— Senhora Monteiro, por favor, venha até o meu consultório. É melhor conversarmos pessoalmente.
Conversarmos pessoalmente... essas palavras geralmente indicavam que o quadro clínico não era nada simples.
A mão de Laís apertou o telefone com força, e uma fina camada de suor frio surgiu em sua testa.
Após desligar o telefone em estado de pânico, ela ignorou a fraqueza de seu próprio corpo, jogou as cobertas para o lado e tentou se levantar da cama na mesma hora.
— Foi o médico quem pediu que você fosse ao consultório dele? — perguntou Jorge, preocupado.
Laís assentiu, com a voz embargada:
— Sim. Os resultados saíram, ele quer que eu vá lá agora.

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