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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 571

— Laís, eu... minha mão escorregou, foi sem querer.

— Você me perdoa? Eu te imploro, me perdoa... Eu... eu não quero ser presa de novo...

Ajoelhada no chão, implorando desesperadamente, o rosto de Patrícia mostrava apenas terror.

A palavra "assassinato" dita pelos pedestres há pouco a deixara apavorada.

Ela não sabia o que passara por sua cabeça, nem como pôde perder o juízo repentinamente e cometer um ato tão monstruoso.

Agora, seu arrependimento não tinha fim.

Laís continuou no mesmo lugar, olhando friamente para Patrícia rastejando aos seus pés, com o coração ainda disparado de medo.

Se Jorge não tivesse se lançado heroicamente e segurado o carrinho a tempo, o que teria acontecido a Aline seria inimaginável.

E a mulher aos seus pés, que coração tão venenoso; para ter tido coragem de empurrar sua própria neta de um jeito tão cruel!

Quão terrível e vil era aquela mulher.

Antes que Laís dissesse qualquer coisa, Lídia Lima, que estava ao lado, perdeu a paciência.

Ela avançou e deu um chute forte no corpo de Patrícia. Com a dor, Patrícia tombou para trás no chão.

Furiosa, Lídia não conseguiu evitar de xingá-la violentamente:

— Nem mesmo as feras atacam os próprios filhos! Mas você, na frente de todas essas pessoas, tentou matar sua neta!

— Se o Jorge não tivesse arriscado a vida agora, a minha sobrinha estaria morta!

— Uma mulher maldosa como você merece o pior! E ainda tem a coragem de implorar por perdão à Laís! De jeito nenhum; não te perdoaremos nunca!

Patrícia caiu em prantos, chorando tanto que seu corpo começou a sofrer espasmos.

Fabiana sabia muito bem que quem tinha provocado tudo aquilo fora sua própria mãe e que ela empurrara o carrinho da Aline no trânsito de propósito. Por se sentirem com a razão contra elas, mesmo com raiva, não ousaram dizer mais nada.

Quanto a Sofia Ramos, após a série de humilhações pelas quais passara, já não tinha mais aquela postura arrogante de antes. De cabeça baixa, mordeu com força o lábio, somando em silêncio todo aquele ódio à sua conta interna; mas agora, finalmente, parecia ter aprendido a se manter calada.

Zoraida Vargas acompanhou tudo do lado de fora da confusão sem dizer uma palavra, surpresa com toda aquela cena. Pelo pouco que vira do barraco daquelas mulheres agora, já tivera a certeza de que a mãe do Felipe não passava de uma pessoa burra. E isso a fez ter um senso ainda maior de compaixão pela família Vasconcelos.

A culpa por todas elas caírem nesse abismo devia-se apenas à estupidez das próprias, que sempre entregavam munição para Laís usá-la a seu bel-prazer.

Se tivessem mais inteligência e confiassem nela para arquitetar os planos, com certeza Laís não teria escapatória, e elas não teriam caído nessa vala nojenta de humilhações que estavam agora.

Talvez devido ao trânsito na hora do pico, a polícia demorou a chegar.

Felipe Vasconcelos, com um olhar misterioso e tenso, ficou em pé observando por um bom tempo. Então deu um passo e falou com a voz pesada:

— Laís, podemos resolver isso fora da delegacia? Quanto às condições, o que você pedir, eu garanto que aceito.

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