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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 573

Laís já não demonstrava nenhuma emoção.

Toda a sua raiva e o seu ódio, com o passar do tempo, foram gradualmente se acalmando.

Em vez de mandar Patrícia para a prisão apenas para ser solta por eles em poucos dias, ela preferia usar outro método, um método que lhes causasse uma dor mais profunda e os fizesse sofrer ainda mais.

Aquela família não considerava o dinheiro e os interesses como as coisas mais importantes de todas, estando até acima de tudo?

Eles não tinham sido incrivelmente mesquinhos, recusando-se a gastar um único centavo com Aline desde que ela nascera?

Então, ela atacaria no ponto em que eles mais se importavam e onde mais doeria.

Como a família Vasconcelos estava tão relutante em fazer concessões financeiras, ela lutaria com todas as forças, usando todos os meios possíveis para arrancar deles o máximo de benefícios para Aline e para si mesma.

Assim que Laís proferiu aquelas palavras, não apenas Felipe, mas todos da família Vasconcelos mudaram de expressão.

Patrícia chegou a dar pulos de indignação ali mesmo.

— Você quer as minhas ações do Grupo Vasconcelos? Você... você só pode estar sonhando!

— Eu já tenho poucas ações no Grupo Vasconcelos, apenas cerca de 1% em ações de dividendos. Se eu der todas a vocês, o que é que eu vou comer e beber no futuro?!

A exigência de Laís a deixou mais desconfortável do que se ela a mandasse trancafiar na cadeia.

Vendo Patrícia agir como se estivessem cortando um pedaço de sua própria carne, o sarcasmo nos cantos dos lábios de Laís se aprofundou.

— Um por cento das ações, com o valor de mercado atual do Grupo Vasconcelos, equivale a algumas centenas de milhões. Senhora Lacerda, desde que a Aline nasceu até hoje, você nunca fez nada por ela e, hoje, quase fez com que ela perdesse a vida. Eu acho que, como a própria avó dela, dar uma compensação real para a sua neta não deve ser pedir demais, certo?

Fabiana Vasconcelos, Melissa Vasconcelos e Sofia Ramos, ao verem a cena, sentiram vontade de intervir para ajudar. Mas, diante de todos, a atitude de Patrícia fora indiscutivelmente estúpida. Se elas tentassem defendê-la agora, não apenas não mudariam nada, como também seriam alvos de críticas.

O som das sirenes da polícia se aproximava rapidamente; a polícia estava prestes a chegar.

Lembrando-se de sua experiência anterior na cadeia, o corpo de Patrícia começou a tremer como vara verde. Ela agarrou com força o braço de Felipe, com o rosto pálido e uma expressão lamentável.

— Felipe... Eu não quero ir para lá de novo... Eu não quero mais ir para a cadeia... É horrível lá... Muito horrível!

Felipe olhou para Patrícia e não pôde evitar que um brilho de aversão passasse por seus olhos.

Então, ele encarou o olhar resoluto de Laís e, finalmente, tomou uma decisão, espremendo algumas palavras por entre os dentes, com a voz rouca.

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