O rosto de Jorge parecia verdadeiramente esculpido pelos deuses, no mais alto nível de beleza masculina.
Seus traços eram incrivelmente refinados e deslumbrantes, com proporções perfeitas que o faziam se destacar de imediato em qualquer multidão.
Tinha ossos da sobrancelha proeminentes, um nariz reto, lábios de espessura ideal, o canto dos olhos levemente erguidos e íris de um negro profundo. Seu rosto exibia contornos bem definidos e marcantes, tal como uma obra de arte primorosamente esculpida.
Enquanto Laís olhava para ele, mais sentia que não haveria outra pessoa no mundo capaz de fundir de forma tão natural e perfeita características tão opostas: a frieza e a ternura, a abstinência e o afeto profundo.
Jorge raramente era observado de tão perto por uma mulher, e, pela primeira vez na vida, sentiu-se ligeiramente envergonhado.
— Tem... algo no meu rosto?
Com uma voz que exibia confusão e um toque de dúvida, Jorge ergueu os olhos para se encontrar com os de Laís.
Só então Laís percebeu de repente que havia ficado boquiaberta e logo desviou o olhar:
— Não, eu... só estava admirando.
— Alguma mulher já te disse que a sua beleza é realmente rara entre os homens?
— Você é a primeira. — respondeu Jorge.
— Sério mesmo? Em todos esses anos, nenhuma mulher te chamou de bonito? — indagou Laís, surpresa.
— Nenhuma. Porque eu nunca me sento tão perto de uma mulher. — Jorge riu de forma leve.
— ... — Laís ficou sem palavras.
Laís tomou fôlego, tentando deixar o assunto mais leve: — Você é tão bonito e tão atencioso. A mulher que virar a minha cunhada no futuro com certeza será muito feliz.
— Cunhada? — Jorge arqueou uma sobrancelha.
Laís soltou uma risada seca e sem graça:
— É, ué! No futuro, eu não teria que chamar a sua namorada de cunhada?
Jorge apoiou o queixo na mão e olhou para ela em silêncio, com um meio-sorriso no rosto:
— Você quer dizer que no futuro você terá outro namorado?
O coração de Laís apertou subitamente: — Eu... claro que não.
— Está tudo bem, vou tirá-la. Depois eu peço para a empregada mandar para a lavanderia.
Bem na frente de Laís, Jorge tirou a camisa.
Uma vasta extensão de pele branca, fria e impecável foi totalmente revelada aos olhos da mulher.
Ombros largos e fortes, uma cintura estreita e firme em formato de triângulo invertido, e a linha de V que descia suavemente pelos contornos do abdômen, afundando-se com clareza na linha da cintura... Aquela estrutura muscular perfeita e proporcional parecia literalmente esculpida, transmitindo uma beleza vigorosa e uma força latente que estava prestes a irromper.
Aquele impacto visual foi gigantesco.
Em um piscar de olhos, a mente de Laís ficou em branco. Seu cérebro pareceu entrar em curto-circuito, e ela ficou absorta, encarando o peitoral bem desenhado e o abdômen definido de Jorge, perdendo-se completamente em seus pensamentos.
Sua mão segurando o lenço continuava esfregando mecanicamente o peito de Jorge, para frente e para trás.
Contudo, naquele momento, seus pensamentos já estavam nas nuvens.
A vontade que ela tinha era de sacar o celular ali mesmo, tirar uma foto do corpo de Jorge e compartilhá-la imediatamente com Carla.
Afinal, nos tempos de estudante, as duas tinham um passatempo em comum: babar por rapazes bonitos.

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