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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 709

Ele esfregou os olhos instintivamente.

E percebeu que não estava vendo coisas.

A pessoa caminhando em sua direção não era outra senão Laís, a mulher que ele jamais desejava que aparecesse, mas que agora estava ali.

Ela usava um elegante terno branco simples, brincos da Chanel e uma maquiagem suave. Com uma das mãos no bolso, o seu caminhar era calmo e imponente.

Atrás dela, Astor, vestido em um terno preto, mantinha-se de guarda a cada passo.

Uma enorme tempestade se formou nos olhos escuros de Felipe.

No segundo seguinte, ele avançou a passos largos, bloqueando diretamente o caminho de Laís.

O seu tom de voz era frio:

— Mas que diabos, o que você está fazendo aqui?

Laís parou, levantou o olhar e o encarou com absoluta serenidade:

— Não foi você quem me convidou?

Felipe ficou confuso, sentindo que Laís só estava procurando confusão.

As suas sobrancelhas grossas se juntaram em uma linha reta, revelando um claro descontentamento:

— Olha, Laís, eu consigo entender que ver o meu sucesso de novo faça você ficar ressentida com o nosso passado...

Ele abaixou a voz propositalmente. — Mas o dia de hoje é crucial para o Grupo Vasconcelos. Será que você pode parar com essas suas crises, por favor?

O tom de Felipe transbordava uma profunda exasperação.

Ele admitia que as atitudes irracionais de Laís nos últimos tempos o deixavam temeroso.

Logo após o divórcio, embora achasse muito estranho, ele foi se adaptando com o tempo e, lentamente, colocou a sua carreira de volta nos eixos.

Agora, o seu único pensamento era melhorar e expandir os seus negócios.

Ele não tinha mais paciência para lidar com os caprichos e o temperamento de Laís, como fazia antes.

Especialmente num evento tão grandioso como aquele.

Ele simplesmente não entendia por que Laís tinha que se intrometer daquela maneira.

— O evento de hoje é muito sério, não é lugar para discutir assuntos pessoais.

— Se você quiser conversar comigo, marcamos em outro dia, só nós dois. Volte para casa hoje e não me envergonhe, pode ser?

Laís, ao ver a familiar expressão de arrogância suprema de Felipe, lembrou-se instantaneamente dos tempos em que vivia sempre um passo atrás dele.

Por um momento, o seu rosto transpareceu apenas escárnio.

Ela estava prestes a revelar a sua verdadeira identidade quando, inesperadamente, uma voz estridente soou às suas costas:

— Laís, você não tem mesmo vergonha na cara!

— Eu estava agorinha mesmo conversando com a Sofia no caminho, nos perguntando se você teria a desfaçatez de aparecer aqui. E olha só, tínhamos razão!

Assim que terminou de falar, Zoraida Vargas, vestindo um vestido amarelo elegante adornado com um xale de franjas de ouro, surgiu diante de Laís, esbanjando ostentação.

O brilho dourado sobre os seus ombros quase cegou Laís.

Logo em seguida, Sofia Ramos também apareceu, trajando um vestido vermelho escuro acompanhado por uma estola de pelo de raposa.

As roupas das duas seguiam o mesmo estilo, parecendo trajes de amigas íntimas, mas, na realidade, cada uma tentava sobressair à sua maneira.

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