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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 749

As palavras de Jorge foram subitamente interrompidas.

Ele aguçou os ouvidos. Parecia haver alguém na porta manifestando insatisfação e protestando contra o fato do Restaurante Giratório ter sido reservado por completo.

Assim, levantou-se e disse a Laís:

— Espere por mim aqui. Vou lá dar uma olhada.

-

Na entrada do Restaurante Giratório.

Felipe Vasconcelos vestia um terno de alta-costura da marca Valentino, desenhado especialmente para desfiles de moda. Ao seu lado, erguia-se Sofia Ramos, coberta de joias até os dentes e trajando um vestido preto de alças finas ao estilo Audrey Hepburn.

O fato de ter recebido o menor quarto no hotel fez Felipe sentir a sua dignidade como ser humano profundamente aviltada.

Portanto, naquela noite, ele planejava gastar generosamente no Restaurante Giratório, tido como o estabelecimento mais luxuoso e de melhor vista de todo o País A.

Ele desejava provar a todos, da maneira mais crua e incontestável possível, que era um magnata do mercado imobiliário do Brasil com farto poder econômico e não um mero covarde dócil, à mercê dos caprichos alheios.

No entanto, para sua surpresa, fracassou mais uma vez em sua tentativa. Mesmo com o cartão VIP do restaurante nas mãos, com a liberdade de gastar ali a qualquer hora que quisesse, um garçom o alertou de que todo o lugar havia sido reservado e que nenhum outro cliente poderia entrar naquela noite.

Naquele momento, o rosto de Felipe ficou completamente lívido de raiva.

Aquela viagem ao País A havia se tornado o mais ultrajante e abissal infortúnio que já sofrera, superando de longe qualquer viagem do passado, onde sempre havia usufruído do conforto e do melhor tratamento possível. Sem exceções.

Descrente de toda aquela provação, Felipe atirou o cartão VIP da carteira violentamente sobre o balcão do hall de entrada, furioso. Ele os interpelou em um idioma estrangeiro com fluência impecável:

— Então deixem-me perguntar uma coisa: este cartão VIP que vocês dão aos seus clientes não serve para absolutamente nada?

— Quando emiti o cartão, o gerente de vocês me garantiu que, de posse disto, eu poderia aproveitar de toda a sofisticação dos serviços e do tratamento mais prioritário de que o lugar dispunha, independentemente do horário em que o restaurante estivesse aberto. Mas agora você está me informando de que eu não mereço essa hospedagem?

Capítulo 749 1

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