Felipe nem sequer se deu ao trabalho de dar atenção aos xingamentos de Melissa; com o rosto pálido de fúria, virou-se e saiu.
Ele jurou que encontraria Laís de qualquer jeito: se estivesse viva, queria vê-la; se estivesse morta, queria ver o seu corpo.
Nas horas que se seguiram, ele esgotou quase todos os contatos e meios à sua disposição.
Ele chegou até a dirigir pessoalmente até aquela cidadezinha caótica, embrenhando-se por becos e vielas sujas, agarrando os mendigos e interrogando-os desesperadamente em busca de respostas claras.
No entanto, um dia e uma noite inteiros se passaram.
Ele não encontrou uma única informação útil sobre Laís e Jorge.
Ele estava à beira do desespero e do colapso total. Justo quando hesitava se deveria publicar uma recompensa na dark web, Zoraida ligou para ele.
Nesse momento, os lábios de Zoraida se curvavam em um sorriso, mas sua voz soava falsamente pesada:
— Felipe, você não precisa mais procurar. Acabamos de receber notícias exatas sobre Laís...
O coração de Felipe deu um salto e foi parar na garganta:
— O quê?
Zoraida soltou um suspiro de falsa tristeza:
— Laís está morta.
Foram apenas quatro palavras ditas com leveza, mas pesaram como quatro montanhas gigantescas, esmagando o coração de Felipe em um instante.
Ao ouvir aquilo, o sangue de Felipe pareceu congelar em suas veias. Sua garganta ficou completamente bloqueada e, depois de um longo tempo, ele finalmente conseguiu emitir um som rouco:
— O que você disse?
— Laís... morreu?
Felipe apertou o telefone com força. Acompanhando o choque que invadia seu peito, veio a tristeza, a desorientação, a dor... e uma infinidade de emoções indescritíveis.
— Sim, essa é a notícia que acabei de receber.
— Laís foi perseguida por alguns mendigos até a beira de um dique e, de lá, caiu na foz do rio. Ela foi arrastada pelas águas turbulentas do mar, sem deixar qualquer rastro.
— A polícia já coletou amostras de sangue na beira do dique e confirmou que pertencem a ela e a Jorge. Os dois foram mortos.
Tudo aquilo era ridículo demais.
Laís apressou-se a ligar o próprio celular e descobriu que era exatamente isso.
Seu telefone estava quase explodindo de tantas notificações. Havia inúmeras chamadas perdidas e mensagens. Até Carla havia acreditado naquilo, pensando que ela realmente tinha morrido, e enviara pelo menos uma centena de mensagens pelo WhatsApp, cada uma transbordando de lágrimas.
Laís franziu a testa, observando aquela cena dramática sem saber muito bem o que dizer.
Jorge se irritou e disse friamente:
— Que absurdo total! Quem está espalhando esses boatos sobre nós?! Vou entrar em contato com a mídia do país agora mesmo para esclarecer isso...
Laís puxou a manga da camisa dele, balançou a cabeça e soltou uma risada leve:
— Eu já acho que não há necessidade. Já que nos dão como mortos, 'fingir de mortos' é uma ótima opção.
Jorge ficou perplexo e virou a cabeça para olhar para Laís:
— ?

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