— Você destruiu minha fonte de renda, investigou o meu passado pelas costas para me matar, e ainda me pergunta o que estou fazendo?
Ele deu um passo à frente e, sem hesitar, agarrou bruscamente os cabelos de Laís:
— Laís, foram vocés que contataram a polícia em segredo?
As narinas de Sandro exalavam pura fúria; ele já havia atingido o limite da raiva: — Sua vadia, eu realmente a subestimei!
Laís sentiu o couro cabeludo arder de dor devido ao puxão, e estava prestes a falar.
No segundo seguinte, uma perna longa e forte chutou bruscamente a cintura de Sandro, fazendo-o grunhir de dor e soltar o cabelo dela.
Laís foi puxada para um abraço e, logo depois, a voz gélida de Jorge ecoou:
— Sandro, em vez de resistir inutilmente, por que não confessa seus crimes de uma vez?
— Já que sabe que alguém está investigando você, deve ter consciéncia de que não há mais escapatória, não é?
Sandro estreitou os olhos para Jorge, e um sorriso sarcástico surgiu no canto de seus lábios:
— Olha só quem apareceu! O marido corno mesmo, não é?
— A sensação de ter a mulher dormindo com outro e ainda criar o filho dele deve ser inesquecível, não acha?
— Tsc, tsc. Se eu fosse você, após tamanha humilhação, já teria perdido a vontade de viver! Que vergonha!
A expressão de Jorge esfriou instantaneamente.
Cada palavra daquele insulto cortava o coração de Jorge como uma faca.
Laís prendeu a respiração e instintivamente se virou para olhar para Jorge, apenas para descobrir que ele permanecia indiferente e muito calmo:
— Já terminou?
Sandro soltou um riso frio e quis continuar.
Porém, no segundo seguinte, Jorge levantou a mão abruptamente e agarrou a garganta de Sandro com força.
— Ugh!
As provocações de Sandro ficaram presas na garganta.

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