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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 89

Rapidamente, Laís foi empurrada para trás pela "parede humana" em frente à porta.

A situação era de extrema emergência.

Laís ligou imediatamente para Astor, com a voz embargada:

— Astor, aconteceu alguma coisa com a minha melhor amiga, a Carla Torres. Ela me ligou pedindo socorro, disse que estava sangrando muito. Por favor, encontre-a o mais rápido possível e salve-a!

— Sim, senhorita. Não entre em pânico, passe-me os contatos da Srta. Carla e encontrarei pessoas para procurá-la agora mesmo — respondeu Astor.

Laís apressou-se a enviar a Astor todas as informações, os contatos e os documentos de Carla.

Após desligar, ela caminhava ansiosa de um lado para o outro na sala de estar, com o coração acelerado e em completo pânico.

A eficiência de Astor era de primeira classe, em menos de dez minutos, ele retornou a ligação para Laís:

— Encontramos a pessoa. Ela estava no estacionamento subterrâneo do Condomínio Vista Magnífica. A Srta. Carla foi arrastada para um ponto cego das câmeras de segurança e espancada com cassetetes até desmaiar. Os criminosos quase cometeram abuso contra ela, mas felizmente os meus homens a salvaram.

Os pelos de Laís se arrepiaram novamente:

— O quê?! Em plena luz do dia, alguém se atreve a cometer um crime tão brutal?

— Astor, leve a Carla imediatamente para o hospital. E, por favor, investigue isso. Eu preciso saber quem foi o canalha que ousou fazer isso com a Carla!

— Sim, compreendido — respondeu Astor.

— Estou trancada na Vila das Rosas pelo Felipe e não consigo sair. Há seis guarda-costas vigiando a porta. Astor, encontre uma maneira de me resgatar, preciso correr para o hospital para ver a Carla.

— Certo, providenciarei isso agora.

Meia hora depois.

Astor enviou uma mensagem: [Os homens foram contidos. Senhorita, pode sair.]

Laís pegou a sua bolsa, abriu a porta calmamente e viu todos aqueles brutamontes imponentes derrubados no chão.

Bem à frente da porta principal, estava estacionado um Rolls-Royce Phantom.

A porta do carro estava aberta e Astor esperava respeitosamente ao lado. Ao ver Laís, fez um gesto cavalheiro indicando para que entrasse.

— Senhor, já preparei o salmão, os chocolates de Hokkaido e também aquele suflê da loja que sempre tem filas enormes, exatamente como pediu, tudo que a senhora gosta.

Dona Lúcia soou respeitosa, mas com um toque de alegria na voz do outro lado: — Ah, também preparei a sopa de ninho de andorinha para melhorar a cor dela, conforme o senhor mandou. Veja se o senhor quer mais alguma coisa, eu ainda estou no supermercado.

A voz de Felipe era profunda: — A senhora gosta de comer verduras e frutas. Compre umas folhas de alface e de dente-de-leão e prepare uma salada fria. Ah, também compre um durião importado e cerejas, que a senhora adora.

Dona Lúcia concordou com sorrisos: — Senhor, com tanta consideração que tem pela senhora, com certeza ela mudará de ideia.

Felipe esboçou um leve sorriso no canto dos lábios e não disse mais nada antes de desligar.

Ele encostou-se na cadeira e, ao lembrar dos traços frios e cortantes do rosto de Laís, sentiu um laivo de melancolia indescritível passar pelo coração.

Ela realmente tinha sorte e nem sabia...

Hoje em dia, onde é que ela arranjaria um homem como ele, capaz de lembrar de todos os seus gostos e ainda baixar a guarda e implorar toda vez que ela dava os seus pitis? Ele seria o único, não é mesmo?

Mas ele era tão bom, e ainda assim Laís continuava cada vez mais abusada, sem dar o devido valor.

Na boca dela, a palavra "divórcio" não parava de rolar, mas ele não acreditava que ela fosse mesmo corajosa o suficiente para levar aquilo adiante. O objetivo de toda aquela encenação não devia passar de mais uma forma de fazer birra e tentar arrancar mais um pouco de atenção e preocupação dele.

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