Hospital, do lado de fora da sala de emergência.
Laís não conseguia ficar parada. As lágrimas desciam pelo seu rosto e o corpo inteiro tremia incontrolavelmente, era impossível manter a calma.
Ela jamais imaginaria que Sofia usaria a sua melhor amiga como o primeiro alvo de vingança.
Ao ver Carla coberta de sangue, mal conseguindo respirar, Laís sentiu vontade de esbofetear a si mesma dezenas de vezes.
Sofia era verdadeiramente desprezível!
Laís cerrou os punhos com força, mantendo o olhar fixo na direção da sala de emergência sem piscar.
Finalmente, o médico saiu pelas portas duplas, abaixou a máscara e exibiu um sorriso tranquilizador:
— Senhorita Monteiro, por sorte a paciente sofreu apenas ferimentos superficiais e nenhum órgão interno foi atingido. No momento, os sinais vitais estão estáveis. Ela precisará de repouso por alguns dias, mas logo poderá ter alta.
O enorme peso que sufocava o coração de Laís finalmente desapareceu.
Astor, de pé ao seu lado, também soltou um suspiro de alívio ao ouvir a notícia e deu um passo à frente:
— Senhorita, eu já falei com a administração. Logo a senhorita Carla será transferida para um quarto VIP individual, sob os cuidados da melhor equipe médica disponível.
Laís assentiu. Estava prestes a agradecer quando, de repente, uma voz carregada de sarcasmo ecoou às suas costas:
— Ora, ora, que coincidência. O que você faz na porta da emergência? Veio visitar algum doente?
Laís virou-se lentamente e viu as irmãs Patrícia e Viviane empurrando a cadeira de rodas de Sofia. As três estavam paradas a poucos metros dali, encarando-a como predadoras.
Num impulso violento, Laís avançou e agarrou Sofia pelo colarinho:
— Sofia, pare de se fingir de desentendida! Você acha mesmo que eu não sei quem mandou aquela mensagem anônima?
A velocidade com que Laís se aproximou foi assustadora, e a força em suas mãos quase ergueu Sofia da cadeira de rodas.
Patrícia e Viviane deram um sobressalto e gritaram em uníssono:
— Laís, você ficou louca?
Patrícia ergueu a mão, pronta para desferir um tapa no rosto da nora por puro instinto.
No entanto, antes mesmo de a sua mão descer, foi interceptada e contida por um aperto poderoso.
Com um solavanco brutal, a força a desequilibrou e Patrícia despencou no chão com um baque surdo.

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