— Que bom.
Filipe ficou um pouco mais tranquilo e não perguntou mais nada.
Isabela se despediu de Luís e saiu da empresa.
Ao chegar na mansão, foi direto para o quarto de Ana. Pedro estava sentado à mesa, concentrado no trabalho.
Ao vê-la, ele ergueu o olhar e disse:
— Você voltou?
— Uhum.
Ela largou a bolsa e se aproximou da cama para ver Ana.
A menina ainda estava tomando soro. Talvez estivesse com sono, pois franzia as sobrancelhas enquanto dormia profundamente.
Sem querer acordá-la, Isabela perguntou ao Pedro:
— Como ela está?
— Quando cheguei, ela ainda sentia muita dor na barriga, mas agora já melhorou bastante.
— Entendi.
Isabela se sentou no sofá ao lado, pegou um livro e decidiu ler enquanto esperava Ana acordar.
Pedro, no entanto, olhou para ela e perguntou:
— Você já comeu?
— Ainda não.
Ele ia dizer algo mais, mas, nesse momento, Ana despertou.
Ao ver Isabela, sua voz se encheu de surpresa e alegria:
— Mamãe? Você voltou?
— Uhum.
Isabela fechou o livro recém-aberto e se aproximou da cama. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Ana já tinha se jogado nos braços dela, envolvendo seu pescoço num abraço apertado.
— Mamãe, você finalmente voltou!
Sentindo o corpinho quente e macio da filha contra si, Isabela hesitou por um instante antes de retribuir o abraço, tomando cuidado com o acesso onde a agulha do soro estava presa.
Ana já estava há meia hora na medicação e, agora, parecia muito mais disposta. Seu estômago também começava a reclamar.
— Mamãe, estou com fome.
Pedro se virou para ela e perguntou:
— Quer que eu peça para trazerem algo para você comer?
Ana, ainda aninhada nos braços de Isabela, levantou a cabeça e protestou:
— Ainda tenho coisas para resolver mais tarde. Esses pratos que você quer, eu faço da próxima vez.
Pedro ergueu os olhos para Isabela ao ouvir isso, mas não disse nada.
Ana, no entanto, fez um biquinho descontente:
— Mamãe, você anda sempre ocupada com o trabalho! Finalmente voltou para casa, e já vai embora de novo? Eu não quero!
Olhando para o rostinho irritado da filha, Isabela se deu conta de que vê-la apenas uma vez por mês e ainda assim por tão pouco tempo realmente não era o ideal.
Então, decidiu:
— Tudo bem, vou passar a noite aqui com você.
Ana abriu um grande sorriso e logo aproveitou para pedir mais:
— Então amanhã você também vai me levar para a escola!
Enquanto levava uma garfada à boca, Isabela assentiu:
— Está bem.
A saudade era grande, e, assim que terminaram de jantar, Ana puxou Isabela de volta para o quarto. Durante o caminho, falava sem parar, contando histórias sobre os colegas, os professores e suas novas descobertas.
Isabela ouvia atentamente, mas, em certo momento, percebeu que Pedro estava encostado no batente da porta, observando-as em silêncio.
Ela não sabia há quanto tempo ele estava ali.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Sra. Santos Quer se Divorciar Há Muito Tempo
Sensação de que estamos em looping... a história não evolui....
A escritora acho que não gosta da personagem da Isabela😭 queria ela com Pedro...
Essa escritora não anda pra frente que enrolação vou parar...
Esse livro está seguindo uma linha terrível...
Tô ódio do Pedro e sua família e da família da Sofia...
Esse livro tá mostrando que o mal sempre vence kkkk...
Uai, tive meu comentário excluído? Cadê a liberdade de expressão? Kkk...
Uma enrolação sem tamanho. Quando a gente pensa que a Isabela vai se divorciar, a vó dela fica de palhaçada. Percebendo como a autora escreve isso vai fazer render mais uns 600 capítulos pra esse divórcio sair...
Não vejo a hora desse divórcio sair e Isabela poder ser feliz com outra pessoa...
Eu vou desbloquear o último capítulo dá erro não desbloqueia e ainda gasta os meus créditos que absurdo...