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A Substituta Desperta, Não Volta Atrás romance Capítulo 3

— Carolina, não se mexa.

A voz do médico veio de cima, com um pouco de seriedade.-

Carolina estava deitada na cama do pronto-socorro, o joelho recém-suturado, a anestesia ainda fazia efeito e a ferida latejava em ondas.

Mas, comparado à dor da perna, o incômodo constante no abdômen inferior a deixava ainda mais inquieta.

Seu rosto estava pálido a ponto de quase ficar transparente, o cabelo comprido e molhado, enxugado de forma simples pela enfermeira, continuava grudado no rosto de maneira desordenada.

O médico folheou a ficha médica, franziu a testa e perguntou: — Quando você caiu, bateu o abdômen?

Carolina hesitou.

A cena dela caindo da escada do Grupo Campos passou pela sua cabeça.

Os degraus de pedra fria, a chuva gelada e a voz indiferente de Ricardo no telefone.

— Chame o motorista você mesma.

Ela curvou as pontas dos dedos de leve e disse em voz baixa: — Acho que... bati.

O médico olhou para ela.

— Está sentindo uma dor contínua no abdômen?

Carolina concordou.

— Há quanto tempo?

— Começou agora. — A voz dela era muito suave. — Não é uma dor muito forte, é só um incômodo para baixo.

A expressão do médico ficou um pouco mais séria.

— Vamos fazer mais exames primeiro.

Quando a enfermeira a empurrou para a sala de exames, o celular de Carolina ainda estava em sua mão.

A tela já estava completamente trincada.

Mas ela ainda abriu a lista de contatos por reflexo.

No contato fixado no topo, o nome de Ricardo estava lá silenciosamente.

Ela encarou aquele nome por um bom tempo.

Queria ligar para ele.

Dizer que estava no hospital.

Dizer que a queda foi grave e que o médico mandou fazer exames.

Talvez, ao ouvir que ela realmente estava no hospital, ele viesse?

Mas no segundo seguinte, aquela frase fria dele soou em sua mente novamente.

— Carolina, não faça birra num momento como este.

O dedo dela parou no botão de discar, demorando para apertar.

Ao ver o rosto pálido dela, a enfermeira não pôde deixar de perguntar: — Quer ligar para a sua família? Quer que eu ligue para você?

A garganta de Carolina ficou seca e ela balançou a cabeça.

— Não precisa.

Ela virou a tela do celular contra a palma da mão, como se isso pudesse apagar aquela expectativa ridícula que ela nutria.

A luz da sala de exames era branca e ofuscante.

Carolina deitou na cama de exames, a saia foi levemente levantada e, quando o aparelho frio tocou seu baixo ventre, o corpo dela enrijeceu de forma incontrolável.

O médico disse em voz baixa: — Relaxe.

Ela queria relaxar.

Mas não conseguia.

Capítulo 3 1

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