— Vamos, vamos.
Vicente organizou o grupo para ver a Brígida.
Se realmente fossem levar bronca, pediriam desculpas na hora e prometeriam estudar sério depois, assim a Brígida se sentiria melhor.
— Vamos. — Letícia e Tânia assentiram, olhando para Klébia que comia doces calmamente ao lado, e disseram com muito cuidado: — Se a Klébia fizesse a prova, mesmo que a escola ficasse em último no ranking, o Colégio Alegre Aprendizagem brilharia.
Afinal.
Nota máxima em tudo.
Quem aguentaria isso.
Perder a chance de calar a boca de todos, que pena.
— Vão.
Klébia não explicou muito, apenas repuxou levemente os lábios e disse com indiferença.
A multidão correu para a sala da diretoria.
Ao chegarem, viram que todos os professores do 3º Ano estavam bloqueando a porta.
Expressões graves, rostos mais feios que céu nublado.
Brígida estava ao telefone.
Não se sabia o que diziam do outro lado, Brígida apenas assentia sem parar, dizendo "uhum".
Ocasionalmente, apertava a barra da roupa nervosamente e enxugava o suor da testa.
Ela não parecia bem.
— Klébia chegou.
Vicente não ousou se espremer, então gritou. Os professores na porta se viraram imediatamente.
— A Klébia veio?
O professor de matemática foi o mais solícito, abrindo espaço ao seu lado primeiro.
— Venha rápido.
Os outros professores se afastaram, abrindo caminho, com sorrisos no rosto:
— Devagar, não vá cair.
— Obrigada, professores.
Klébia assentiu educadamente e caminhou devagar para frente.
— Klébia tem moral mesmo.
Vicente levantou o polegar silenciosamente, elogiando enquanto a seguia.
Mas após alguns passos, os professores que tinham aberto caminho se juntaram novamente num instante.
— Embora os professores tenham dito a verdade, você realmente não pode se comparar com a Klébia.
— Ela é tão inteligente, lembra de tudo com uma olhada. E você? Fica três dias decorando e confunde tudo, então...
— Pare!
O canto da boca de Vicente tremeu. Não foi consolado, pelo contrário, sentiu-se pior e disse sem paciência:
— Pare de consolar, não gostei de nada do que ouviu!
— ...
Letícia coçou o nariz, com uma expressão indescritível.
Ela realmente estava tentando consolar.
Tânia, ao lado, não ousava falar e ria escondido.
A breve confusão acabou.
A chamada de Brígida também terminou.
Ela desligou o telefone e virou lentamente o corpo rígido para os professores.
— Diretora Monteiro, era da Secretaria de Educação?
O professor de matemática engoliu em seco e perguntou nervoso.

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