Nem um pouco de medo.
— ...
Klébia desviou o olhar com indiferença, as mãos nos bolsos, levando os quatro filhotes atrás dela, caminhando para fora com uma postura preguiçosa.
No caminho.
Os capangas que ela chutou para o chão não ousavam falar nada, abaixando a cabeça.
O restaurante inteiro estava num silêncio assustador.
Alguns minutos depois.
Confirmando que as cinco figuras tinham desaparecido completamente, Natália descontrolou-se e varreu toda a louça da mesa para o chão.
— Ahhh... — Natália cobriu a cabeça, soltando um grito de humilhação.
— Natália. — Vanessa fingiu inocência e se aproximou, segurando a mão de Natália, dizendo com fragilidade e olhos vermelhos. — Agora você deve acreditar no que eu disse, não é?
— Dandara se apoia no poder da Klébia; hoje ela ousa gritar com você, amanhã ousará disputar a posição de herdeira da família Serpa.
— Natália, tem que resolver a Klébia para resolver o problema da Dandara. — Vanessa colocou lenha na fogueira. — Se a Klébia for destruída, como a Dandara vai conseguir ser arrogante?
— Nessa hora, a vida ou morte dela dependerá de uma palavra sua.
— Dandara, Klébia... — Ao ouvir as palavras de Vanessa, a raiva no coração de Natália aumentou, os olhos injetados de sangue, jurando com crueldade. — Eu absolutamente não vou perdoar essas duas vadias.
— A propósito. — Vanessa escondeu o sorriso de triunfo no canto da boca e lembrou baixinho. — O velho que a Klébia seduziu é o motorista do Oziel Andrade.
— E daí que é da família Andrade? — Natália olhou feio para ela, com tom frio. — Ela seduziu o motorista, não o Oziel. Minha família Serpa teria medo de um motoristazinho de merda?
Pensando na humilhação que acabara de sofrer, um ódio profundo cresceu lentamente dentro de Natália.
Hihi.
Vanessa ficou satisfeita.
Saindo do restaurante.
Klébia andava na frente, e Dandara caminhava obedientemente ao seu lado.
A cabeça baixa, a bravura de antes tinha desaparecido.
— Segredo. — Klébia desviou o olhar e acenou para Dandara. — Volte para a aula.
Sobre o Coral de Dados, era melhor que crianças não soubessem.
— A propósito. — Klébia lembrou-se de algo de repente e chamou Dandara, tocando seu cabelo. — O que você acha de Yuriel?
— Hã? — Dandara ficou atônita por um instante e logo se empertigou respeitosamente. — Ele é uma boa pessoa.
— E o que mais?
— Mais o quê? — Perguntou Dandara, totalmente confusa.
— ...
Klébia sorriu.
A reação de Dandara lembrava um pouco ela mesma no passado.
O caminho de amor de seu irmão é longo e árduo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Super Garota Adorando Doces