O leilão acontecia uma vez por ano, com horário e local indefinidos, e os participantes vinham de todos os continentes e oceanos.
Submundo e elite, ricos e famosos.
Uma mistura de tudo.
O convite que Oziel conseguiu era do mais alto nível, com lugar na cobertura.
A segurança era altíssima e a comida ainda mais refinada.
Antes de descer do carro.
Oziel tirou um chapéu e um casaco que preparou antecipadamente para Klébia vestir.
Nesse tipo de lugar, as pessoas eram complicadas.
Podia ter algum inimigo dele.
Ele não se importava consigo mesmo, mas agora tinha a Klébia.
Não queria colocá-la em perigo algum.
— Ah.
Klébia vestiu obedientemente, cobrindo-se toda, antes de seguir Oziel para o elevador VIP.
Apenas alguns passos depois.
Outro carro parou não muito longe.
A porta se abriu e desceu um homem de terno impecável, traços bonitos e corretos, exalando elegância em cada gesto.
— Chefe, é o Otoniel Castro! — Allan avisou respeitosamente.
Para garantir a segurança da Srta. Paixão, antes de virem ao leilão, os dois irmãos investigaram todos os participantes.
O homem à frente, usando óculos de aro dourado e com uma presença extraordinária, chamava-se Otoniel.
Apenas 28 anos.
Doutor em medicina, uma estrela em ascensão no mundo médico, um gênio.
Diziam que sua habilidade médica era brilhante, especialista em diagnosticar doenças raras e difíceis, capaz de roubar pessoas das mãos da morte.
O mundo médico dizia que ele era o "Hipócrates" número 2.
Se perguntasse quem era o número 1.
Seria a médica "Noite", que não vagava pelo mundo, mas cujas lendas estavam por toda parte.
— Klébia, conhece o Otoniel? — Oziel segurou levemente a mão de Klébia, perguntando com suavidade.
Klébia entendia de medicina, certamente acompanhava as figuras da área.
— Otoniel?
Klébia seguiu o olhar dele, estreitou levemente os olhos, moveu os lábios e disse sem pressa:
— Muito famoso? Por que nunca ouvi falar?
Oziel apertou a mão de Klébia, entrou no elevador e consolou docemente:
— Tem algo que queira arrematar?
— Tenho.
Klébia pegou o celular e abriu uma foto.
Uma erva insignificante.
— Erva Cauda-Murcha. — Klébia abriu a boca. — Uma nova planta medicinal híbrida, de grande potência, mas com taxa de sobrevivência muito baixa, esta é a única muda.
Parecia murcha, provavelmente não sobreviveria mesmo se arrematada.
Entre os remédios do leilão, ela era muito discreta, provavelmente ninguém arriscaria comprá-la.
Mas só quem entendia sabia o quão grande era seu potencial de valorização medicinal.
Nesse exato momento.
Otoniel chegou à porta do elevador e ouviu as palavras "Erva Cauda-Murcha", ficando atônito.
Havia alguém como ele, interessado naquela erva feia?
— ?
Otoniel ergueu as pálpebras e instintivamente olhou para dentro do elevador.

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