Beatriz fixou o olhar à frente, com as lágrimas presas nos cantos dos olhos, e uma expressão cheia de inconformismo.
Ela desviou o olhar, baixou a cabeça e apertou as palmas das mãos com força. Passou-se muito tempo até que ela as soltasse.
Quando ergueu a cabeça novamente, seu olhar fixou-se na lixeira por um longo tempo.
Ela permaneceu parada, encarando aquela direção.
Por fim, parecendo ter tomado uma decisão, caminhou até lá.
Quando Silvana voltou ao Vilas da Costa Azul, Francine veio recebê-la imediatamente.
"Diretora Lemos, a senhora voltou?"
Dizendo isso, foi até a entrada, tirou os chinelos do armário para Silvana, com um rosto cheio de respeito e bajulação.
Silvana lançou-lhe um olhar, com a expressão muito fria, calçou os chinelos e subiu as escadas.
Francine ficou parada sozinha, constrangida, com a expressão um tanto rígida.
Silvana era realmente muito difícil de lidar.
Ela ficou um pouco desanimada, baixou a cabeça e voltou para o seu quarto.
Não muito tempo depois, o carro de Xavier também chegou.
Francine foi até a porta para recebê-lo, com um sorriso no rosto.
Sua intenção era estender a mão para pegar o casaco de Xavier, mas viu que ele voltou vestindo apenas uma camisa preta.
Ela lembrava que Xavier tinha saído vestindo um paletó.
"Senhor, o seu paletó ficou no carro? Eu vou buscar para o senhor."
Francine disse isso e ia em direção à garagem.
No entanto, mal tinha dado alguns passos quando ouviu Xavier dizer num tom frio:
"Joguei fora."
Francine parou, soltando um "ah".
"Jogou fora?"
Se ela não se enganava, o paletó que Xavier usava hoje era de uma marca famosa, feito sob medida.
Só a mão de obra custava seis dígitos.
Xavier entrou na casa.
Francine o seguiu imediatamente.
Ela murmurou baixinho: "Estava tão bom, por que jogou fora?"

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