Fazer com que ela jantasse com Gregório seria extremamente desconfortável para ela, talvez até pior do que a própria morte.
"Prefiro não, obrigada."
Mateus ainda tentou persuadi-la quando o esportivo vermelho vibrante de Helena parou logo atrás do carro de Gregório. Ao avistá-los, Helena acenou exageradamente.
"Amélia, aqui!"
Os olhos de Amélia imediatamente se iluminaram e ela respondeu com um sorriso: "Já vou."
Depois, virou-se para Mateus e murmurou em voz baixa:
"Então, vou indo."
Mateus, surpreso, apenas assentiu com a cabeça.
Amélia acabava de dar o primeiro passo quando o vidro do carro de Gregório se abaixou.
Ela já ia cumprimentá-lo, mas Gregório, com o rosto fechado, disse a Mateus:
"Vai ficar aí até quando? Não vai dirigir?"
Mateus arqueou uma sobrancelha antes de voltar para o banco do motorista.
Diante da situação, Amélia respirou fundo e se forçou a dizer:
"Diretor Silva, estou indo."
Gregório levantou os olhos para ela.
"O que foi, quer que eu te peça para ficar?"
Amélia engasgou com as palavras dele, sorrindo sem graça. "Não, não é isso."
O olhar de Gregório percorreu seu rosto sereno com indiferença.
"Se não é, então pode ir."
As palavras dele a deixaram desconcertada, e antes que pudesse responder, a voz apressada de Helena soou do outro lado.
"Amélia, entra logo no carro, a gente vai sair!"
Foi então que Amélia despertou do torpor, apressando-se para responder Gregório:
Depois de anos ao lado de Gregório, Mateus sabia que era raro alguém conseguir tirá-lo do sério — normalmente era Gregório quem impunha as regras e o humor aos outros, não o contrário.
Ver o primo, sempre tão imponente, naquela situação era algo inusitado para Mateus. Por isso, pensou que não podia deixar Amélia escapar assim.
Afinal, chances de ver Gregório perder o controle eram raríssimas.
Enquanto dirigia, Mateus enviou uma mensagem ao gerente do Michelin Marais para cancelar a reserva.
Quando Amélia e Helena entraram no restaurante, Mateus foi ao encontro delas com um sorriso no rosto.
"Srta. Castro, Srta. Lemos, tivemos um pequeno problema com nossa reserva. Posso sugerir que sentemos juntos?"
Ao ouvir isso, Amélia olhou para Helena e, em seguida, fixou o olhar em Gregório, que estava parado não muito longe, o rosto ainda fechado.
Apesar de Helena ter um certo receio de Gregório, não hesitou em concordar.
"Claro!"
Ela sempre fora generosa, e todos ali se conheciam. Além disso, Gregório era grande amigo de seu irmão, então não havia motivo para recusar.
Ela também percebia o estado de Amélia — desde que entraram no carro, mesmo sorrindo e conversando, Amélia estava claramente distraída.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Traição na Véspera do Casamento
Eu amo esse livro, estou ansiosa para ver, como Silvana vai pisar nessa formiga irritante da Beatriz!...