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A Traição na Véspera do Casamento romance Capítulo 39

Henrique desligou o telefone e entrou em casa, vendo Amélia ocupada na sala de estar. Ele falou em voz baixa:

"Aconteceu um problema na empresa e preciso ir lá resolver."

Amélia nem sequer levantou os olhos, continuando com o que estava fazendo.

Henrique franziu ligeiramente o cenho, sentindo-se extremamente incomodado por ser ignorado, mas ainda assim tentou manter a calma.

"Amélia, eu volto outro dia para visitar a vovó. Nessas semanas, cuide dela por mim."

Dessa vez, Amélia levantou a cabeça. O olhar que ela lançou para ele era repleto de ironia.

Amélia mexeu os lábios, mas no fim não disse nada. Apenas deu uma risada fria, abraçou as roupas que segurava e entrou no quarto.

Henrique franziu ainda mais a testa, sentindo-se atordoado pelo olhar profundamente decepcionado dela.

Ele olhou para a porta do quarto da avó de Amélia, que estava fechada, hesitou um pouco e mesmo assim caminhou até lá. Quando estava prestes a bater na porta, o celular que segurava voltou a tocar.

"Estou indo agora mesmo."

Após atender à ligação, ele se virou e foi embora sem hesitar.

Bruna tinha escorregado no banheiro enquanto tomava banho.

Quando Henrique chegou ao hospital, Bruna estava sentada em silêncio no corredor. Ao vê-lo, lágrimas imediatamente começaram a rolar em seu rosto pálido. Ela soluçou, abriu os braços em direção a ele, pedindo um abraço.

Henrique se aproximou e a envolveu nos braços, acariciando suavemente suas costas.

"Por que foi tão descuidada? O que o médico disse?"

Bruna mordeu os lábios, com uma expressão frágil e uma voz cheia de mágoa.

"O médico disse que não foi nada grave. Eu que não prestei atenção, escorreguei de repente… Ainda bem que nosso bebê está bem."

"Que bom que está tudo certo."

Ele a confortou com suavidade, mas ainda assim não ficou tranquilo e decidiu ir com Bruna até o médico para saber mais detalhes.

O médico explicou cuidadosamente alguns cuidados e enfatizou especialmente que, nos primeiros três meses de gravidez, a gestante deve evitar atividades intensas e não ter relações sexuais.

Henrique não demonstrou reação, mantendo-se sereno.

Os olhos de Bruna logo se avermelharam. "Foi a Amélia que pediu para você voltar?"

Henrique não respondeu.

Bruna, percebendo, soltou-o e tentou parecer despreocupada.

"Tudo bem, então. Pode ir. Eu consigo me virar sozinha."

Ao terminar de falar, virou-se de costas para Henrique.

O abraço que ela esperava não veio, o que ouviu foram apenas os passos dele se afastando.

Virando-se rapidamente, Bruna só pôde ver a mão dele fechando a porta.

Seu rosto ficou sombrio, as lágrimas sumiram de vez, dando lugar a uma expressão de insatisfação e ambição.

Bruna mordeu os lábios com força, ficou olhando para a porta fechada por um bom tempo e, por fim, pegou o celular e fez uma ligação.

"Tia, aqui é a Bruna, aquela que falou com você da outra vez. O Henrique não contou para a senhora, mas eu estou grávida. O médico disse que eu estou com sintomas de ameaça de aborto. Em Cidade Pérola, não tenho quase ninguém conhecido, então só pude ligar para a senhora. Será que pode vir para a cidade me ajudar?"

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