Gracia respirou fundo e só pôde seguir atrás das duas em direção ao banheiro, mas antes mesmo de chegar à porta, ela parou.
A inquietação borbulhava em seu peito, impedindo-a de prosseguir.
"Srta. Lemos, o fato de você ter sido trancada no banheiro não tem nada a ver comigo. Não acredite nas fofocas maldosas dos outros."
Ao dizer isso, Gracia mergulhou Nádia, que já oscilava entre emoções tempestuosas, novamente na raiva.
"Foi ideia sua, sim!"
Gracia apertou os lábios. "Então mostre as provas."
Nádia rangeu os dentes e abriu o histórico de mensagens entre ela e Gracia, mas percebeu que não havia nenhuma conversa por escrito, apenas registros de ligações de voz.
Gracia tinha certeza de que Nádia não conseguiria apresentar nenhuma prova, então se voltou para Amélia.
"Você está vendo, ela não tem provas."
"Já está quase na hora de começar o expediente. Tenho algumas tarefas para resolver, vou voltar ao meu lugar. Vocês duas podem conversar à vontade."
Dito isso, Gracia se virou e voltou para sua mesa.
Amélia arqueou levemente as sobrancelhas, fitou Nádia e sorriu de canto, um ar de deboche misturado com desdém.
"Parece que a única a ser demitida será você."
A última centelha de razão de Nádia se rompeu.
Ela avançou rapidamente pelo escritório e, antes que Gracia pudesse se sentar, agarrou seus cabelos com força.
"Vadia, se você não me deixa em paz, eu também não vou te poupar!"
O couro cabeludo de Gracia latejou de dor enquanto era arrastada ao chão por Nádia.
Os colegas mais próximos ficaram tão atônitos que esqueceram de intervir.

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