Já havia sinais de recuperação.
Amélia balançou levemente a cabeça e respondeu suavemente:
"Não sei ao certo, a lista de convidados já deve ter sido definida há muito tempo."
A Família Lemos não havia recebido nenhum convite e, na verdade, Amélia não sentia nada em seu coração.
Durante este tempo em que voltara para Cidade Sagrazul, ela pôde perceber que a Família Lemos quase não recebia convites.
Antes, quando ainda não tinha seguido a mãe para Cidade Pérola, a Família Lemos praticamente recebia um convite todos os dias, ainda mais durante feriados.
Ela já estava de volta à Cidade Sagrazul havia mais de dois meses.
No entanto, na caixa de correspondências da Família Lemos, não havia sequer um convite.
Talvez estas famílias tradicionais já tivessem excluído a Família Lemos há muito tempo.
Sua irmã, todos esses anos, sobrevivia entre dificuldades, sustentando o Grupo Lemos por tanto tempo. Só de pensar nisso, Amélia sentia o coração apertado, quanto mais Silvana, que vivera tudo aquilo em carne viva.
Helena inspirou fundo, sentindo que, desta vez, a Família Silva tinha agido de forma desleal.
De qualquer forma, deveriam ao menos enviar um convite para a Família Lemos.
Assim, Amélia poderia comparecer representando a Família Lemos, e não apenas como funcionária do Grupo Silva, parada ali na entrada.
"Eles exageraram demais."
"Se você se casar com o Gregório, não vai acabar se sacrificando?"
Amélia, ao ouvir isso, esboçou um leve sorriso e respondeu baixinho:
"Não é nenhum sacrifício."
"Ele já concedeu vários benefícios ao Grupo Lemos, até mesmo um projeto promissor ele deixou para nós. Na verdade, já é mais do que suficiente."
Helena franziu as sobrancelhas e disse, em tom sério: "Ele vai se casar com você, é obrigação dele ajudar o Grupo Lemos."
Amélia levantou a mão, fazendo um gesto de "psiu", e falou suavemente:

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