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A Última Chance do Amor romance Capítulo 118

Essa amizade fraterna, pura e sem qualquer impureza, ela sempre guardou cuidadosamente no fundo do coração.

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O almoço começou, e o ambiente tornou-se ainda mais descontraído e animado.

Vanessa Coelho pousou a taça de espumante, ainda marcada com o leve tom rosado de seu batom.

Seu olhar pousou no rosto de Amara.

Parecia.

Parecia demais.

A semelhança era tamanha que o coração de Vanessa disparou, inexplicavelmente.

Aquele rosto quase se sobrepunha a uma sombra vaga que habitava as profundezas de sua memória.

Não podia deixar assim, precisava descobrir.

Ela levantou a mão, e um jovem aproximou-se imediatamente, inclinando-se discretamente ao seu lado.

“Está vendo aquela moça de vestido bege?”

“Descubra tudo sobre ela, todas as informações, o mais rápido possível.”

“Sim, senhora.” O assistente respondeu prontamente, afastando-se em silêncio.

Vanessa girou lentamente a bebida na taça; seu olhar permanecia calmo e investigativo, sem se desviar de Amara por longos instantes.

Se realmente fosse aquela pessoa, muitas coisas seriam muito mais fáceis de resolver.

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No dia seguinte, o sol brilhava forte.

“Vamos mesmo saltar de paraquedas?” Heloisa mexia o café na xícara, o rosto estampando animação misturada a uma leve tensão. “Com esse corpo já não tão jovem, espero não sair desmontada.”

“Já que estamos aqui, temos que experimentar.” Amara sorriu, retirando o terço budista do pulso.

Em seguida, guardou-o com cuidado na caixa de joias e trancou-a no cofre do quarto.

As duas se prepararam, vestindo roupas esportivas leves. Assim que entraram no elevador, antes mesmo de as portas se fecharem, uma mão de dedos longos impediu o fechamento.

Damiano entrou.

Os quatro seguiram juntos até o estacionamento. Damiano estava com um Land Rover preto, bastante espaçoso.

Amara e Heloisa sentaram-se no banco de trás.

O carro saiu do hotel suavemente, misturando-se ao fluxo da estrada litorânea.

Do lado de fora, o mar azul e o céu límpido compunham uma paisagem belíssima.

Damiano dirigia com firmeza, os dedos repousando relaxados sobre o volante. De tempos em tempos, ele olhava pelo retrovisor para o banco de trás, principalmente para Amara.

Após algum tempo na estrada.

“Acho que tem dois carros nos seguindo há um tempo,” Damiano comentou.

Amara sabia que eram os homens de Ziraldo.

“Desvie deles.” A voz de Amara soou calma, sem revelar emoção.

Damiano dirigia muito bem e parecia conhecer bastante a região de Lagoa Cristalina.

Em uma bifurcação, ele conseguiu despistar com sucesso os veículos que os seguiam.

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