As garotas se deixaram levar pela conversa animada e perderam a noção do tempo. Quando Sofia finalmente voltou à realidade, o sol já havia se posto.
Ela se surpreendeu ao perceber que o papo havia durado a tarde inteira. Despediu-se apressada de Rosa e pegou um táxi para casa.
Em casa, João já estava acordado há algum tempo. Depois de despertar, ele andou pela casa, mas não encontrou Sofia em lugar nenhum. Isso não o preocupou nem um pouco. Em vez disso, foi para o escritório e pediu que Isaque enviasse alguns documentos do trabalho para ele dar uma olhada em casa.
João era um verdadeiro viciado em trabalho, então só largou os papéis quando Sofia voltou.
Caminhando até a janela do escritório, ele observou Sofia saindo do táxi e correndo em direção ao jardim. Ela já não parecia mais se preocupar com a lesão na perna.
Ele saiu do escritório e desceu lentamente as escadas, encontrando Sofia tirando os sapatos no hall de entrada. Ao vê-lo, ela perguntou: “Você acabou de acordar?”
João sorriu. “Já terminei de ler vários documentos do trabalho.”
Ela assentiu. “Deve estar com fome. Vou preparar algo para comer.”
João se aproximou e ficou parado na porta da cozinha, observando Sofia. No passado, ela já havia cozinhado algumas vezes. Foi na época em que eram recém-casados, quando ela se oferecia para preparar o jantar nos dias de folga dele.
Porém, ela sempre era interrompida pela senhora Constâncio, que aparecia para repreendê-la, dizendo que havia empregados para cozinhar e que não precisava se rebaixar como uma empregada barata.
Naquela ocasião, ele estava no topo da escada, prestes a descer. Ao ouvir as palavras da mãe, parou imediatamente e, sem hesitar, voltou para o andar de cima.
Ele nunca gostou do jeito ríspido da mãe, mas também não tinha grande apreço por Sofia. Por isso, preferiu ignorar o ocorrido.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Viagem de Divórcio
O que se passa! Vai fazer um ano em que não há atualização...