Rindo alto, Matilda provocou: “Que desculpa esfarrapada! Você pode simplesmente dizer para a Sofia que sentiu saudades dela. Por que esse constrangimento todo?”
João deu uma risada e respondeu: “Na verdade, achei que ela já soubesse.”
Sofia permaneceu em silêncio e continuou sua refeição.
No meio do almoço, João recebeu uma ligação. Anteriormente, ele havia passado um número de telefone para seus subordinados, pedindo que fizessem uma investigação completa sobre a pessoa.
Agora, finalmente tinham novidades.
Pensando nisso, João saiu da sala de jantar.
Surpresa, Matilda resmungou: “Será que precisa mesmo sair para atender o telefone? Esse sujeito está escondendo alguma coisa?”
Sofia bufou e zombou: “Deve estar conversando com alguma mulher e tem medo que a gente escute.”
Matilda olhou para Sofia, sem palavras, mas entrou na brincadeira e assentiu com a cabeça. “Acho que você tem razão! Vai ver essa mulher até está grávida de um filho dele. Depois vou apertar ele! Esse cafajeste não merece uma segunda chance!”
Depois de um tempo, Sofia sorriu.
Enquanto isso, João ouvia o relatório de seus subordinados.
O número de telefone pertencia a uma dona de casa e, como ela não era daquela cidade, demoraram um pouco para localizá-la.
Para conseguir mais informações, eles foram até o local onde ela morava para conhecê-la melhor.
Chegaram a enviar uma foto da mulher para João.
Além disso, mencionaram que ela vivia com o marido e a filha. Morando na divisa entre a cidade e o campo, a família não tinha uma situação financeira muito boa.
Segundo um vizinho, a família não era muito harmoniosa, pois frequentemente ouviam discussões quase todos os dias.
Depois de pensar um pouco, João apagou a foto e ficou parado ali, segurando o celular.
Assim que terminou de comer, Sofia saiu da sala de jantar.
Parada na sala de estar, ela olhou para João. Ele já não falava mais ao telefone, mas parecia absorto em pensamentos.
Sofia se aproximou e ficou ao lado dele. “O que houve? Não vai terminar sua refeição?”
João se virou para ela e a envolveu nos braços. “Já acabou? Foi rápido.”
Tentando se soltar, Sofia assentiu. “Nem tanto. É que você demorou mais do que o normal no telefone.”
Depois de uma pausa, ela continuou: “O que aconteceu? Quem era? Você não parece bem.”
Sorrindo, João brincou: “Sério? Achei que estava ótimo. Mas não foi nada, não.”

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Viagem de Divórcio
O que se passa! Vai fazer um ano em que não há atualização...