O homem soltou um grunhido. Não disse nada, apenas virou a cabeça para olhar para Sofia. Seus olhos estavam vermelhos de sangue, suor frio escorria pela testa, mas seu semblante ainda mostrava teimosia.
Sofia riu baixinho. Sua voz era clara ao dizer: “Do jeito que você se comporta, me dá vontade de te machucar.”
Dito isso, ela cravou a adaga para baixo e fez outro corte limpo no outro braço dele.
Dessa vez, o homem não conseguiu conter um grito de dor.
Fábio aplaudiu Sofia com entusiasmo, dizendo: “Incrível. Eu realmente te subestimei. Acho que você está à minha altura nesse quesito.”
Ele se considerava bastante habilidoso em torturar os outros, mas ao ver Sofia, percebeu que eram páreo um para o outro.
Dessa vez, Sofia não limpou o sangue da adaga. Em vez disso, abaixou a cabeça para olhar as pernas do homem. Então, apontou a ponta da lâmina para a coxa dele. “O próximo vai ser aqui, tudo bem?”
O homem gritou, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Sofia desferiu o terceiro golpe.
O grito de dor do homem parecia o de um porco sendo abatido.
João se levantou para pegar a adaga das mãos de Sofia. “Veja se o sangue manchou sua roupa.”
Dando um passo para trás, Sofia respondeu imediatamente: “Já olhei. Estou bem.”
O homem amarrado à cadeira começou a gemer sem parar.
Olhando para ele, João disse: “Acho que já chega. Logo ele vai acabar falando.”
Fábio caiu na risada. “Esse cara apanhou à toa. Se tivesse falado antes, teria evitado tudo isso.”
Sofia olhou ao redor, encontrou uma cadeira um pouco mais afastada e se sentou. Então, piscou os olhos, tentando parecer inocente apesar do que acabara de fazer.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Viagem de Divórcio
O que se passa! Vai fazer um ano em que não há atualização...