Mas João está trabalhando com Isabela ultimamente. Será que está tudo bem ele tratá-la assim? pensou Sofia.
Isabela ficou em silêncio. Para continuar provocando-a, João perguntou: “Isabela, você está me ouvindo?”
Voltando a si, Isabela respondeu com a voz envergonhada: “Tudo bem. Depois eu te passo os ingressos do cinema.”
João resmungou: “Ok. Obrigado.” Assim que terminou de falar, desligou a ligação.
Vendo a cena, Sofia caiu na risada. “Você foi tão descarado!”
João respondeu com um resmungo: “Acho que ela estava com alguém.”
Ao ouvir isso, Sofia se assustou. “Como assim?” Depois de pensar um pouco, disse: “Você acha que alguém estava ouvindo a conversa de Isabela com você?”
Pelo menos, era assim que João sentia, porque Isabela estava falando de um jeito diferente e seu comportamento estava um pouco estranho naquele dia.
Após alguns segundos pensando, Sofia ainda não entendeu o que estava acontecendo, então apenas assentiu. “Acho que sim.”
Quando chegaram ao Cartório, ficaram aliviados ao ver que o local não estava cheio numa sexta-feira. Como não era um dia considerado especial, poucas pessoas foram ao cartório para registrar casamento ou pedir divórcio.
Ainda dentro do carro, Sofia ficou olhando para a entrada do cartório por um tempo e depois riu. “João, você lembra da data do nosso divórcio?”
João assentiu. “Sim.” Claro que lembro. Foi um dia mais marcante do que o do nosso casamento.
Sorrindo, Sofia virou-se para ele. “Foi no Dia dos Namorados.”
João não sabia que era Dia dos Namorados; ele só lembrava da data. Então, puxou a mão dela para si, segurou firme e disse: “Depois de hoje, não vamos nos divorciar de novo.”
Com todos os documentos em ordem, não demorou para registrarem o casamento. Segurando o certificado de casamento nas mãos, Sofia olhou para ele por um instante e caiu na gargalhada. Ela disse: “É tão fácil conseguir um.” É tão fácil conseguir um certificado de casamento, mas tão difícil duas pessoas se apaixonarem.
O avô fez um gesto com a mão e entregou os ingressos do cinema para ela. “Deixe pra lá. Pegue os ingressos e decida o que quiser.”
Claramente, ele estava descontente, pois o constrangimento de Isabela também era um golpe para ele. Afinal, Isabela representava a família Braga.
Pegando os ingressos, Isabela baixou a cabeça e suspirou. “Depois de tudo que passamos, ele ainda não me ama. Acho que ele nunca vai se apaixonar por mim.”
Sem querer ouvir mais nada, o avô fez outro gesto com a mão. “Está bem. Pode ir.”
Então, Isabela saiu do cômodo, arrastando os pés.
Depois que Isabela saiu, o Sr. Braga fechou a porta e foi até o guarda-roupa. Ao destrancar o cofre, tirou de lá um documento.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Viagem de Divórcio
O que se passa! Vai fazer um ano em que não há atualização...