A velha senhora Constâncio parecia estar repreendendo-o em nome de Sofia ao acrescentar: “Você não pode continuar assim. Sofia está grávida agora. Não pode deixá-la sozinha em casa desse jeito. Por mais ocupado que esteja no trabalho, não acredito que precise ficar até tão tarde.”
João assentiu, sem explicar o que tinha feito na noite anterior. Para sua avó, limitou-se a dizer: “Não vou mais fazer isso. Daqui pra frente, vou tentar sair do trabalho mais cedo e voltar pra casa para ficar com ela.”
A velha senhora Constâncio assentiu, satisfeita, e olhou para Sofia. “Esse rapaz fez uma promessa aqui. Se ele quebrar a palavra, pode falar comigo. Eu resolvo isso pra você.”
Sofia percebeu imediatamente que a velha senhora Constâncio estava agindo assim de propósito, tentando acalmar sua ansiedade da noite passada.
Ela assentiu, agradecida, e respondeu: “Tudo bem, vovó, se ele não cumprir, vou pedir sua ajuda. Só não vá passar a mão na cabeça dele.”
A velha senhora Constâncio lançou um olhar de advertência ao neto. “Pode deixar. Já deixei meu bastão preparado. Se ele te negligenciar, eu dou umas boas nele.”
João sorriu e balançou a cabeça diante da cena divertida, sem comentar nada.
O clima amigável tornou o almoço agradável para todos.
Comparado à noite anterior, Sofia claramente estava com mais apetite.
Depois do almoço, ela de repente se lembrou de algo e virou-se para João: “Ah, o Diego está namorando agora. Você sabe como ela é?”
João franziu a testa por um instante. Encontrar a namorada de Diego estava fora de cogitação, já que ele nem sequer tinha conseguido ver Diego nos últimos dois dias.
Assim, ele apenas respondeu: “Ouvi dizer que a tia Jennifer foi à empresa almoçar com a namorada do Diego há dois dias. Só fiquei sabendo pelo papai, mas não cheguei a conhecer a moça.”
Ao lado deles, Matilda interveio: “Não se preocupe com isso. Quando encontrar sua tia Jennifer, ela vai te contar tudo. Nem precisa perguntar, ela vai acabar falando tudo mesmo.”
Parece mesmo com ela, pensou Sofia. Rindo, ela disse: “É verdade.”
Após o almoço, João ficou mais um pouco.
Os quatro conversaram por um tempo, até que Sofia começou a sentir sono.
Então, João a acompanhou até o quarto e deitou-se ao lado dela, como se fosse embalar uma criança para dormir.
Por enquanto, ainda não conseguiam sentir nenhum movimento do bebê. Como será que esse pequeno está aí dentro?
Ela resmungou: “Agora que a Sofia está grávida, você precisa dar atenção a ela. Grávida pensa demais. Se você passa pouco tempo com ela, ela fica triste.”
João soltou um suspiro frustrado. “Tá bom. Entendi.”
Depois dessa breve conversa com Matilda, ele saiu rapidamente da casa dos Constâncio.
Quando seu carro entrou na estrada, Isaque já o aguardava.
João parou o carro, e Isaque assumiu o volante.
Após trocarem de lugar, Isaque ligou o carro e continuou levando João ao destino.
Durante o trajeto, Isaque puxou conversa: “A polícia já ouviu os depoimentos do Husky e da Roselia. Também foram verificar o local onde Roselia ficou presa ontem. Por enquanto, conseguimos reduzir os suspeitos a alguns homens, mas ainda não temos clareza total da situação. De qualquer forma, acredito que a polícia já começou a agir.”
Ele acrescentou: “Falei agora há pouco com a Roselia. Ela me contou que há um estoque escondido no banco clandestino. O pessoal deles provavelmente planejava que o Sr. Braga fizesse a contagem desse estoque durante a transição das operações para ele. Mas, depois do que aconteceu com Husky e Roselia, fico pensando se eles não vão logo tirar tudo de lá para evitar problemas.”

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Viagem de Divórcio
O que se passa! Vai fazer um ano em que não há atualização...