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A Vida Feliz após o Divórcio romance Capítulo 13

Adolph chegou para o apartamento e encontrou Emily ajoelhada no chão, cobrindo o rosto com as mãos e chorando.

"Emily."

Foi como se ela tivesse visto seu salvador: estendeu os braços e se jogou em cima dele na mesma hora. "Adolph, me salve!"

Assim que viu que metade de seu rosto estava vermelho, a expressão dele ficou fria, e ele olhou para Athena Santos com desgosto. "Mãe, por que você não me avisou quando queria vir?"

Apesar de estar em uma cadeira de rodas, a filha mais velha dos Santos, Athena, continuava sendo uma figura imponente. Ela se comportava como uma superior, e seus olhos estreitos, semelhantes aos de Adolph, possuíam algo de cortante, como sua voz.

"Você se separou da Christina e escondeu uma amante aqui. Você me avisou quando fez isso?

Ela estava usando um cheongsam, e um cobertor fino com um bordado colorido e requintado cobria suas pernas. Tinha sido feito por Christina, assim como o manto sobre seus ombros.

Quando ela levantou a mão, Linda, que estava atrás dela, imediatamente entendeu e acendeu um cigarro para ela.

Adolph franziu a testa. "A Emily não está bem de saúde. Não fume perto dela."

"É mesmo?"

Athena soltou fumaça pela boca e deu uma olhada na mesa de centro. "Ela tem câncer de estômago, mas passa muito tempo tomando café. Isso não parece muito "saudável" para mim. E por falar nisso, a Christina tinha câncer de pâncreas, mas eu nunca vi você demonstrar um pingo de preocupação."

De novo, Christina Silva.

Os olhos de Adolph escureceram quando disse friamente: "Christina e eu já nos divorciamos. Não tem por que falar dela."

Athena olhou para a expressão fria do filho, e o canto de seus lábios se curvaram em um sorriso irônico. "Olhe só para você, como é cruel. Está igualzinho ao seu pai. Se eu soubesse que meu filho faria parte da escória, não teria tido um."

Com a menção a seu pai, Adolph franziu os lábios finos e ficou ainda mais irritado.

"Se você não quer falar da Christina, então vamos falar da mulher que está do seu lado."

Athena deu uma tragada no cigarro e olhou com repulsa para a mulher que não parava de chorar nos braços de Adolph. "Chega! Para quê fingir na minha frente? Em vez de aprender alguma coisa boa, você aprende a seduzir homens, igual a sua tia sem-vergonha. Você não acabou de usar essa sua língua afiada para me enfrentar? Por que não quer falar nada agora? Está esperando o seu homem te defender? Não se esqueça de que ele é meu filho."

Ódio fervia dentro de Emily, mas ela mordeu os lábios e preferiu não se arriscar. Com os olhos embaçados, saiu dos braços de Adolph e se jogou de joelhos no chão, implorando a Athena.

"Senhora Santos, eu sei que você me odeia por causa da briga que tem com a minha tia, mas ela e o Sr. Lambert se amavam de verdade, igual eu e o Adolph. A gente se ama há tanto tempo. Se não fosse pelo acidente, e se você... não tivesse proibido o nosso relacionamento, eu não teria ido para o exterior, quem dirá ter terminado com ele. A gente já teria se casado há muito tempo, e talvez você até teria um neto a essa altura..."

"Ah, por favor, vamos parar de sonhar acordada?"

Não aguentando mais aquela baboseira, Athena interrompeu Emily, apática: "Deixe eu te dizer uma coisa: mesmo se todas as mulheres do mundo morrerem, eu prefiro deixar meu filho sozinho do que permitir que ele case com você. Entendeu?"

Emily xingou internamente: "Mas que droga, sua bruxa!"

Cerrando os dentes, Emily teve um vontade de avançar e virar a cadeira de rodas. Se não fosse por suas táticas agressivas, a família Casa não teria falido, e ela não teria sofrido tudo o que sofreu no exterior!

Era tudo culpa dessa mulher. Emily queria esfolá-la de tanta raiva.

Adolph estendeu a mão, ajudou Emily a se levantar e, ficando na frente dela, encarou o olhar frio da mãe. "Mãe, eu decido com quem eu caso, não precisa se preocupar. Walt, leve ela até a porta."

Walt, que estava quieto em um canto, tentando passar despercebido, se preparou e foi pedir a Athena que saísse.

"Nossa, você realmente tem opiniões próprias. Tem até a coragem de começar a me botar para fora. Impressionante, vou ter que te deixar ganhar dessa vez."

Athena bateu palmas e disse com desdém: "Filho, seu pai me traiu e me fez perder as pernas. Se você casar com ela, vou eu te dar um "presente maravilhoso" no dia do seu casamento. Se você não acredita, espere para ver."

Olhando para a figura determinada da mãe indo embora, Adolph cerrou os punhos com tanta força ao lado do corpo que os nós de seus dedos ficaram brancos. Em seguida, ele socou a parede com força, fazendo com que o reboco caísse.

Martin olhou para a roupa dela e balançou a cabeça em satisfação. "Você ficou linda nessa saia! Muito melhor do que aquela sua roupa de freira."

"Se não tiver o que falar, é melhor ficar quieto."

Christina revirou os olhos e o seguiu por um caminho livre. Martin queria levá-la para um ambiente reservado, mas ela balançou a cabeça e se sentou à bancada do bar. "O ambiente reservado é chato. Aqui eu consigo ver uns caras bonitos."

Ela chamou o barman e pediu uma vodca, que foi embora em poucos segundos sem que ela mexesse um músculo do rosto. "Você não sabe beber. Vá com calma." Disse Martin.

Alguns convidados estavam criando confusão na área reservada, e o gerente veio pedir a ajuda de Martin.

"Vou lá dar uma olhada. Espere aqui, não se mexa."

Christina balançou a mão, sinalizando para ele ir.

Fazia muito tempo que não frequentava um local tão promíscuo e enchia a cara. Ela virou uma dose atrás da outra. Quanto mais bêbada ficava, mais homens se aproximavam para dar em cima dela.

"Oi, linda! Está sozinha? E se eu pagar uma bebida para você?"

As bochechas de Christina estavam rosadas. Ela olhou para o homem e fez que não devagar com o dedo. "Não. Você é tão feio que os meus olhos doem."

"Mocinha, alguém está querendo apanhar!" O homem que foi ofendido ficou louco da vida e estava prestes a bater nela quando alguém segurou seu pulso. Um homem alto se aproximou. "Que mérito tem em bater numa mulher? Por que você não briga comigo?"

O pulso do homem tinha sido torcido. Sabendo que não daria conta de enfrentar o outro cara, ele foi embora depressa.

O homem alto olhou para Christina com um pequeno sorriso estampado em seu rosto angular e levantou os olhos suaves. "Qual a graça de beber sem se divertir, beleza? Eu queria muito dançar com você. E aí?"

Com seus olhos amendoados, Christina analisou aquele homem e deu um sorrisinho bobo. "Você quem manda, lindo."

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