"Ei, você chegou."
Hyman se levantou, e Adolph o acompanhou em seguida.
Christina estava usando uma roupa casual naquele dia: uma camisa azul-claro com um cardigã cinza-claro nas costas, calças brancas e um par de saltos altos com pérolas em volta do tornozelo.
Um visual simples, mas muito elegante.
Adolph semicerrou um pouco os olhos. Cada vez que a ex-mulher aparecia, ele tinha uma surpresa boa, apesar de ela não agir como antes.
Antigamente, usava roupas de ficar em casa e de tonalidades quentes e deixava o longo cabelo solto nas costas ou preso num coque. Tinha a aparência de uma boa esposa e mãe.
Não era que não gostasse dela, só sentia que estava fazendo papel de boba tentando agradá-lo o tempo todo.
Esse tipo de sentimento o deixava extremamente desconfortável.
Aquela em sua frente era a Christina real.
E, apesar de ele estranhar um pouco às vezes, sentia-se muito mais à vontade com ela.
"Eu fiquei um tempão esperando você." Hyman tentou abraçá-la, mas foi impedido e empurrado para longe.
Ela retraiu a mão com nojo e disse friamente: "Não chegue me abraçando. Nós temos intimidade?"
Adolph, que estava com as sobrancelhas franzidas devido à atitude de Hyman, relaxou ao ouvir o que Christina disse. Ele sorriu satisfeito e pensou: "Que bom que você sabe dizer não".
Hyman, que tinha a pele grossa, piscou para ela com um sorriso no rosto. "É só me abraçar que a gente vai ter mais intimidade, não é?"
Christina não queria aquilo nem um pouco, então foi direto para o elevador.
"Me avise antes de vir da próxima vez. Minha agenda é incerta. Se você vier até aqui e ir embora de mãos vazias, vai ser minha culpa."
Ela até que estava sendo educada ao culpá-lo por aparecer sem ser convidado — e numa hora daquelas.
Hyman fez um sinal com a mão para que Adolph o acompanhasse, e respondeu: "Não faz mal, eu sempre estou desocupado e faço o que me dá na telha. Se quiser vir te ver, vou vir. Só vim cedo assim porque o Adolph ficou me enchendo".
Christina pegou o elevador que levava diretamente para o escritório presidencial, e Hyman a seguiu. Assim que Adolph ia se levantar, foi barrado pelos seguranças.
O amigo se apressou e disse: "A gente está junto".
E então olhou para Christina: "O Adolph também está muito interessado na construção do hipódromo. Ele quer trabalhar com a gente".
A mulher o olhou sem expressão nada. "Eu concordei em trabalhar só com você."
"Mais um não faz diferença", respondeu abrindo um grande sorriso. Ao ver a situação de Adolph, ele piscou e disse: "Fale alguma coisa!"
Enquanto Walt estava prestes a explodir, seu chefe estava calmo e transparecia profissionalismo.
"Senhorita Granger, eu também pretendo fazer parte desse projeto."
Christina o olhou com calma, sem demonstrar nada além de indiferença.
"Você quer trabalhar comigo? Quem é você?", soltou depois de algum tempo.
O homem ficou em silêncio.
As portas do elevador se fecharam, e Adolph foi deixado cruelmente do lado de fora pela ex-esposa.
......
No escritório da presidente, deixaram escapar uma gargalhada maligna.
Era Hyman, que seguiu a mulher e não conseguiu mais se segurar: riu tanto que quase desmaiou, chamando a atenção de todos presentes no ambiente.
Christina lhe lançou um olhar de desdém. "Acabou?"
"Desculpe, desculpe, não consigo... É demais para mim!"
Ele quase chorou de tanto rir e, apontando para fora, disse: "Você não tem ideia do quanto o Adolph é arrogante. É ele quem sempre maltrata os outros, mas você, você... hahaha".
Outra gargalhada maligna. Em seguida, Hyman imitou o jeito e a voz de Christina: "Você quer trabalhar comigo? Quem é você?"
"Você é giro demais!" Soltou ele sem conseguir se segurar e estendendo a mão para receber um "toca aqui".
Ela realmente não se importava em agradá-lo.
Se tivesse sido qualquer outra pessoa, Walt não pensaria duas vezes antes de acabar com o Granger Group, mesmo que sem as ordens do Sr. Santos!
Mas tinha sido a senhorita Granger, e aquele era o território dela. Além disso, como um mero assistente, ele não podia dizer nada a respeito do relacionamento dos dois; só podia ficar ali, parado e em silêncio.
"Sr. Santos, e se a gente voltar outro dia?"
Adolph comprimiu os lábios com força, sem conseguir descrever o que sentia.
Estava desapontado, bravo e indescritivelmente envergonhado.
Ela tinha mesmo perguntado quem era ele?
Era obcecada em fingir que não o conhecia?
Além do mais, que direito um cara como o Hyman tinha de segui-la?
Ela não tinha medo de ser enganada por aquele ser desprezível, com seus truques malignos? Como podia cooperar com ele?!
"Oi, senhor, você está aqui de novo?"
Uma voz doce e marcante ressoou em seus ouvidos. Era a mesma recepcionista de antes, Alice.
Quando ela viu aquele cara bonito, sorriu com as sobrancelhas arqueadas. "Você veio ver a senhorita Granger, certo? Agendou uma visita dessa vez?"
"Sim", respondeu Adolph com seriedade.
Walt lançou um olhar para o chefe. "Hmm?"
Alice não verificou se a informação procedia, apenas deixou o homem bonito entrar. "Ok, por aqui, por favor. Vou levar você até lá."
Quando Vincent desceu, não havia ninguém no saguão. Ele foi ao balcão e perguntou: "O sr. Santos foi embora?"
"Não, ele acabou de subir", respondeu outra recepcionista.

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