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A Vida Feliz após o Divórcio romance Capítulo 71

A voz de Christina soou limpa e clara, com um pouco de frieza. Mas aos ouvidos de Jessie, pareceu como um raio, e ela estava indescritivelmente assustada.

Ela conhecia Christina e sabia que, se sua irmã estava dizendo que podia fazer algo, com certeza faria!

"Não pode! É claro que você não pode me bater..."

Jessie balançou a cabeça desesperada e, ignorando a dor no couro cabeludo ao sentir os cabelos sendo arrancados, saiu da cama e começou a rastejar no chão. Tudo que ela queria era sair daquele lugar!

Mas dois guarda-costas bloquearam seu caminho e a empurraram para trás assim que ela abriu a porta. Em um instante, Jessie perdeu o equilíbrio e caiu no tapete.

Os dois homens eram como paredes de ferro em frente à porta. Com o rosto sério, eles perguntaram a Christina: "Senhorita Christina, você precisa amarrá-la?"

Christina estava sentada na beirada da cama, segurando a régua que havia dado a Jessie. Ao ouvir a pergunta, ela simplesmente colocou o objeto sobre os joelhos e perguntou à irmã: "Você prefere que eu te amarre para bater em você, ou vai se ajoelhar?"

Para ser franca, Jessie não queria ser forçada a fazer aquilo.

Jessie cerrou os dentes. Ela sabia que tinha perdido naquele dia, e um homem sábio não lutaria ao ver que tudo estava contra ele. Sendo assim, ela esqueceu a dignidade e se ajoelhou diante da irmã. "Christina, por favor, me poupe. Eu estava confusa e errei. Mas prometo que nunca mais vou fazer isso mais uma vez!"

"Você é tão rápida para se desculpar."

Christina zombou, e seus olhos frios fitaram os três dedos que levantou. As palavras que se seguiram foram frias e implacáveis. "Você não estava confusa. Na verdade, você nunca esteve entendida. Você quer que eu te poupe? Mas quantas vezes eu já te poupei? E como você quer que eu te poupe?"

Enquanto falava, Christina batia repetidamente no próprio braço com a régua. Ela não o fazia com força, mas foi o bastante para deixar Jessie com o rosto pálido de medo, então, ela se ajoelhou ali e não se atreveu a se mexer.

Ela achou que o plano delas era perfeito. Como Christina tinha conseguido escapar tão facilmente?

O que aconteceu nessa noite finalmente?

Será que ela tinha pegado outra estrada do centro da cidade para a Mansão das Rosas?

Christina mirou os olhos revirados de Jessie e soube na mesma hora o que ela estava pensando. "Você está se perguntando como eu escapei daqueles bandidos enviados por Beck?"

Jessie sorriu envergonhada e perguntou: "Irmã Christina, você não voltou pela estrada de sempre?"

"Voltei, sim", respondeu Christina casualmente. "Fui interceptada no meio do caminho."

"Então, por que...?" Jessie arregalou os olhos, abrindo a boca, mas mudou a a pergunta. "Quero dizer, como você se livrou deles?"

A expressão de Christina era de indiferença, mas ela não conseguia esconder a zombaria em seus olhos. "Você realmente achou que aqueles inúteis enviados por Beck poderiam me derrubar? Você me subestima."

Ela pegou o celular e, com dois toques, acessou o vídeo que Adolph havia gravado. Depois, mostrou-o para Jessie, que logo viu uma fileira de homens ajoelhados acusando Beck de tê-los pagado para matar Christina. Jessie arregalou os olhos ao ver aqueles homens rudes se curvando e implorando por misericórdia.

Como Chirstina tinha conseguido assustá-los daquela forma?

Ela deu uma olhada mais de perto e viu um homem com cicatrizes com o braço pendurado, como se estivesse quebrado. Os bandidos também pareciam ter cortes na barriga, com feridas muito profundas, pois metade das suas roupas estavam tingidas de vermelho.

Jessie tinha se sentido um pouco sortuda de início, mas ao ouvir Christina dizendo que a mandaria para delegacia também, ficou muito assustada. Ela segurou a mão da irmã e implorou por misericórdia. Suas lágrimas fluíam descontroladamente, e ela pediu desculpas a Christina várias vezes, querendo até se curvar.

No entanto, Christina permaneceu impassível. Jessie se aproximou dela e gritou: "Irmã! Christina! Eu imploro, me bata. Você pode me bater como quiser. Mas não me mande para a delegacia. Por favor!"

Christina, então, bateu na cama com a régua, e Jessie enxugou as lágrimas e se deitou, obediente.

"Por favor, me bata com força, Christina. Para eu me lembrar!" Ela pediu.

Christina não fez cerimônia e atendeu o pedido da irmã; ela a chicoteou uma centena de vezes, fazendo-a tremer e uivar miseravelmente. Seus gritos foram de fazer tremer a terra e quase derrubar o telhado.

No final, ela bateu na bunda, usando toda a sua força. Jessie gritava de dor e sua garganta estava dolorida.

"Eu vou poupá-la desta vez, Jessie. Mas sempre se lembre de que eu não sou uma boa pessoa. Se eu não estiver feliz, farei com que a pessoa responsável por isso seja ainda mais infeliz."

A voz de Christina estava gélida. "Isso nunca mais deve acontecer. Mas se esse dia chegar, perderei qualquer afeto por você, e você não terá mais nada. Lembre-se sempre disso."

Jessie ainda estava deitada de bruços e com tanta dor, que sua testa suava, e o lençol estava molhado por causa de suas lágrimas.

Depois que Christina saiu, ela ficou com muita raiva e bateu na cama. Ela não se lembrava do que a irmã havia lhe dito, mas sim da humilhação que acabara de passar!

Mas não era tarde demais para se vingar. Afinal, seria impossível que Christina tivesse tanta sorte a ponto de sempre conseguir escapar. No futuro, ela seria humilhada!

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