Maria já havia enfrentado situações de assédio antes, mas nada se comparava à gravidade do que acabara de acontecer - foi como se alguém realmente tivesse tentado sequestrá-la em plena rua.
Verônica a confortou gentilmente: "Maria, está tudo bem por agora."
Gerson olhou para Fábio com um sorriso enigmático: "Sr. Figueiredo, como o senhor conseguiu fazer a garota chorar daquele jeito?"
Fábio sabia que, dessa vez, havia se metido em uma grande encrenca.
Ele caiu de joelhos no chão, batendo com força no próprio rosto.
"Sr. Veloso, eu estava errado... desta vez fui cego e tolo. Prometo que nunca mais vou me atrever a fazer algo assim!
Ele não se conteve e bateu com tanta força que seu rosto logo inchou.
Com medo de que Gerson ainda não estivesse satisfeito, Fábio agarrou a garrafa de bebida em cima da mesinha de centro e começou a se bater na cabeça com ela, sem hesitar.
Os fragmentos estavam espalhados por todo o ambiente, mas ninguém se atreveu a intervir.
A sala estava absolutamente silenciosa, e apenas o som de vidro quebrando podia ser ouvido.
Maria ficou chocada com a cena.
Foi só quando Fábio desmaiou que Gerson desviou o olhar e disse para Verônica: "Conseguimos encontrá-la. Podemos ir agora?"
Verônica concordou com um leve aceno de cabeça.
...
Ao saírem do clube, Verônica olhou para o homem ao seu lado e disse baixinho: "Sr. Veloso, muito obrigada por hoje."
Gerson sorriu: "Não precisa me agradecer."
Verônica sabia que, sem Gerson, ela nunca teria conseguido encontrar Maria sem nenhuma preparação.
Gerson olhou para o relógio: "Vamos. Primeiro vou levá-la ao hospital."
Maria descobriu que Verônica estava com febre alta e mesmo assim foi ajudá-la, sentindo-se ainda mais culpada.
"Verônica, me desculpe, eu fui muito impulsiva..."
Verônica sorriu suavemente: "Você não fez nada de errado, por isso não precisa se desculpar… você só queria se proteger. Além disso..."
Os olhos de Verônica brilharam com uma luz tão fria quanto a água.
"Talvez isso não tenha sido apenas um infortúnio, mas... causado por alguém."
A noite estava escura e era muito tarde.
Fazer infusões era muito tedioso. Verônica ainda por cima estava com febre, por isso logo adormeceu na cama do hospital.
De alguma forma, ela sonhou com o tempo que passava com a família Porto.
Sendo que desde que deixou a família Porto, ela mal sonhava com eles.
Embora ela tenha passado mais de três anos com a família Porto, esse tempo não havia lhe trago nenhum sentimento de pertencimento.
Ela também não sentia nenhum vínculo familiar com seu suposto pai e irmãos.
Na época, quando sua mãe lhe contou que ela tinha três irmãos e um pai biológico, ela ficou animada e cheia de expectativas.
Ela também sabia que tinha uma meia-irmã.
No entanto, pensou que sua meia-irmã não aceitaria bem.
Entretanto, o que ela não esperava era que seriam seus três irmãos que a receberiam de forma intimidadora em seu primeiro dia de volta à família Porto.
Eduardo, que sempre foi reservado e de poucas palavras, foi direto quando ela entrou pela porta: "Eu sempre irei reconhecer apenas a Dinora como minha irmã."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...