Um mês depois, Selena precisou retornar ao instituto de pesquisa para continuar seu trabalho com os professores.
Porém, antes de seguir para o instituto, a Família Soares e a Família Silva organizaram o noivado entre ela e César. Logo após o noivado, ela ainda fez uma visita à penitenciária.
Desde que João Alves, Isabela Alves e outros foram presos, Selena nunca os tinha visitado.
Desta vez, ela resolveu mostrar um pouco de compaixão e decidiu vê-los.
Depois de entrar novamente no instituto, nem sabia quando teria outra oportunidade de sair.
Talvez, essa fosse mesmo a última vez que se encontrariam, afinal, todos eles tinham sido condenados à morte.
Antes da execução deles, Selena sentia que precisava ver com os próprios olhos o estado miserável de seus inimigos; só assim faria justiça à sua vida passada.
Penitenciária.
A primeira pessoa que Selena encontrou foi João.
Selena esperava que João a olhasse com um ódio mortal, desejando despedaçá-la.
No entanto, do outro lado do vidro grosso, João parecia ter envelhecido mais de dez anos, e seu olhar carregava um peso de culpa.
Naqueles olhos, havia até um resquício de ternura paternal.
Selena estreitou os olhos, considerando uma possibilidade em sua mente.
Ela pegou o telefone; João fez o mesmo.
Antes que Selena dissesse qualquer coisa, a voz trêmula de João soou:
"Selena, me perdoe, a culpa é toda do seu pai, eu não deveria ter machucado você por causa daquela vagabunda da Sabrina Lopes e daquela bastarda da Isabela."
"Eu realmente reconheço o meu erro, será que você poderia perdoar o seu pai?"
Selena ouviu o pedido de desculpas vindo do fundo do coração dele e deu uma risada irônica. "Então é isso. Se eu não estiver enganada, João, você recuperou as memórias da vida passada, não foi?"

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