Maria segurou o braço de Manuela e perguntou: "Minha filha, onde você esteve por tanto tempo? Liguei várias vezes e você não atendeu."
Manuela lançou um olhar para Bruno, que estava ao seu lado, e ficou corada.
"Eu bebi um pouco demais e acabei tirando um cochilo na sala de descanso."
"Ah, entendi." Maria não pensou mais sobre o assunto e levou Manuela até Selena.
Selena segurou a mão de Manuela. "Manuela, hoje você se esforçou muito."
Manuela sorriu com doçura. "Hoje é o seu grande dia, não foi nenhum sacrifício para mim."
"E para onde você vai daqui a pouco, Manuela?"
"Preciso voltar para o instituto de pesquisas."
"Então vá conosco, podemos te deixar lá no caminho."
Mas Manuela balançou a cabeça. "Selena, posso voltar sozinha. Hoje é seu casamento, o mais importante é você aproveitar sua noite de núpcias com o Sr. Silva."
Dizendo isso, ela empurrou Selena suavemente para os braços de César.
César arqueou as sobrancelhas. "Que tal deixar o Bruno levar a Manuela de volta ao instituto?"
Essa sugestão agradou a Bruno. "Pode deixar, Sr. e Sra. Silva, eu garanto que a Srta. Lopes chegará em segurança ao instituto."
Ele voltou-se para Manuela. "Srta. Lopes, vamos?"
Manuela encarou os olhos sérios e francos de Bruno, sentindo-se um pouco envergonhada, mas não tinha como recusar.
O grupo saiu do hotel.
Nesse momento, a chuva já havia parado.
Manuela entrou no carro de Bruno e partiu primeiro.
Selena e César estavam prestes a entrar no carro também, quando, de repente, uma voz suave ecoou.
"Selena."
Selena parou ao ouvir a voz, tão familiar mesmo após dez anos sem escutá-la.
Ela não respondeu, apenas continuou caminhando em direção ao carro.
Beatriz, quase suplicando, disse: "Selena, não vim aqui por outro motivo, só quero te desejar felicidades no seu casamento."

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