O garçom anotou o pedido: "Senhorita, os sucos da nossa casa são cortesia. Prefere natural ou gelado? Qual sabor deseja?"
A mão de Laura, caída ao lado do corpo, se fechou involuntariamente com força: "Não precisa, pode trazer só um copo d’água."
Aquela mulher velha não havia feito nada além de chamá-la ali, mas já a deixava tão constrangida.
Pelo visto, a mãe de Teodoro não era tão fraca e inofensiva quanto Laura ouvira dizer.
O garçom trouxe o copo de água e se afastou.
Laura falou: "Dona, a senhora me chamou aqui por algum motivo específico?"
Fabiana largou a colher de metal e só então ergueu os olhos para Laura, indo direto ao ponto: "Embora essa criança seja do Teodoro, a nossa Família Lemos não a reconhece."
O coração de Laura afundou de repente.
Ela apertou o copo com mais força, sem perceber: "Dona, eu e Teodoro nos amamos muito, agora temos um filho. Por que a senhora não pode nos aceitar?"
Fabiana apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçou as mãos e sustentou o queixo com delicadeza.
Seu gesto era elegante, o tom de voz sereno: "Porque você não é digna."
O semblante de Laura mudou na hora: "Por quê?"
Fabiana respondeu: "Fazer essa pergunta é como não entender por que, estando aqui em Cidade Azul, esse restaurante só tem cardápio em alemão, mas não em inglês ou em português."

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vitória de Thais: A Batalha do Divórcio
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