Ao terminar de falar, ele olhou de propósito para Yasmin Viana, bem a tempo de vê-la revirando os olhos para ele.
Gabriel Guerra não pôde evitar e deu um sorriso.
No entanto, ao encarar aquelas pessoas, ele já se mostrava um tanto impaciente.
Será que essa gente não tinha mais o que fazer? Só gostavam de causar intrigas.
Letícia Tavares engasgou, incapaz de proferir uma palavra, com o rosto alternando entre pálido e vermelho.
Ela jamais imaginou que aquele homem à sua frente, de aparência tão fria e nobre, diria algo daquele tipo.
Como podia haver alguém naqueles dias que se oferecia para bancar o otário para os outros?
Essa Yasmin Viana era realmente sortuda por encontrar um homem tão extraordinariamente bonito e rico.
A presença do homem era intimidadora, e, a julgar pelos pratos principais do restaurante espalhados pela mesa, aquela refeição não sairia por menos de alguns milhares de reais.
O poder daquele homem não devia ser subestimado.
Quanto mais Letícia observava, mais a inveja a consumia.
Consequentemente, a sua aversão por Yasmin só aumentava.
— Meu senhor, talvez você não saiba, mas a Yasmin... — interveio Hugo Almeida, insatisfeito ao ver aquilo.
Antes que ele pudesse terminar a frase, um copo de água gelada foi atirado diretamente em seu rosto.
— Ouse dizer mais uma palavra e farei toda a sua família desaparecer da capital. — Gabriel se levantara sem que ninguém percebesse. Segurando o copo vazio, lançou-lhe um olhar cortante como uma faca.
— Vo... Você sabe quem é o meu pai? — Hugo exclamou com um tom arrogante.
Yasmin lançou um olhar a Gabriel, indicando para que ele se sentasse.
— Eu não dou a mínima se o seu pai é um qualquer. Por acaso temos alguma intimidade? Que direito vocês têm de vir aqui me julgar? — só então ela mesma se pronunciou.
— Você... você tem a coragem de nos chamar de cachorros? — gritou Letícia, pálida de raiva, apontando o dedo bem na cara de Yasmin.
— Eu não citei nomes. Se a carapuça serviu, de quem é a culpa? — Yasmin deu de ombros, exibindo uma expressão inocente.
Ao lado dela, Gabriel não conseguiu conter uma risada discreta. A sua Yasmin, sem dúvida, não era alguém com quem se devesse brincar.
— Yasmin, não se ache o máximo só porque tem alguém te bancando! Quem não conhece os seus podres? Para de fingir que é santa! — disparou Hugo, rangendo os dentes, enquanto enxugava a água do rosto.
— A minha vida não é da conta de vocês. Se ousarem abrir essa boca para falar mais alguma asneira, não me importo de mostrar a vocês o que é um verdadeiro podre. — O olhar de Yasmin gelou, fitando Hugo diretamente.
O seu tom de voz era gélido, carregado de uma ameaça inquestionável, fazendo com que o grupo recuasse um passo instintivamente.
— Yasmin, quem você pensa que é? Você foi expulsa da Família Viana, sua vad... — continuou Letícia aos berros, sem se dar por vencida.
Yasmin fez um movimento brusco com a mão e, num instante, Letícia paralisou completamente, com os olhos arregalados e a boca incapaz de pronunciar uma única palavra.

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